Finalmente, quase dez anos depois que li o terceiro volume, consegui ler "O Metal Perdido", para finalizar a Segunda Era de Mistborn, de Brandon Sanderson.
Se você quiser acompanhar as outras obras desta série, veja as resenhas abaixo:
Mistborn, Primeira Era, vol.1 e vol. 2
Mistborn, Primeira Era, vol.3 - O Herói das Eras, de Brandon Sanderson
Mistborn, Segunda Era, vol. 1 - A Liga da Lei, de Brandon Sanderson
Mistborn, Segunda Era, vol. 2 - As Sombras de Si Mesmo, de Brandon Sanderson
Se você quiser acompanhar as outras obras desta série, veja as resenhas abaixo:
Mistborn, Primeira Era, vol.1 e vol. 2
Mistborn, Primeira Era, vol.3 - O Herói das Eras, de Brandon Sanderson
Mistborn, Segunda Era, vol. 1 - A Liga da Lei, de Brandon Sanderson
Mistborn, Segunda Era, vol. 2 - As Sombras de Si Mesmo, de Brandon Sanderson
Finalmente consegui terminar a Segunda Era de Mistborn, depois da editora LeYa ter abandonado a publicação da série no terceiro volume - até hoje tenho a box da série com um espaço vazio onde o último livro deveria estar. Por isso, desde de dezembro de 2017 (quase dez anos) esperei para ler o quarto volume, e só o fiz porque comprei o livro em outro país, e o li em espanhol.
Pois muito que bem: vou partir do princípio que você sabe da história anterior até este ponto, e também que você deu uma xeretada nos links que coloquei acima com as resenhas dos outros volumes.
Pois muito que bem: vou partir do princípio que você sabe da história anterior até este ponto, e também que você deu uma xeretada nos links que coloquei acima com as resenhas dos outros volumes.
Durante anos, Wax caçou a organização sombria conhecida como o Grupo, no qual sua irmã é a líder, desde que começaram a sequestrar pessoas com o poder da Alomancia em suas linhagens sanguíneas. Quando a detetive Marasi Colms e seu parceiro, Wayne, encontram armas estocadas destinadas à Cidade Externa de Bilming, isso abre uma nova pista. O conflito entre a capital, Elendel, e as Cidades Externas só favorece o Grupoe alcançam o Senado de Elendel, cuja corrupção Wax e sua esposa, Steris, buscaram expor.
Depois que Wax descobre um novo tipo de explosivo que pode desencadear destruição sem precedentes e percebe que o Grupo já deve possuí-lo, Saze/Harmonia revela que Bilming caiu sob a influência de outro deus: Trell, adorado pelo Grupo. E Trell não é o único fator em jogo do Cosmere maior já que Marasi é recrutada por forasteiros de outros mundos com habilidades estranhas (os Sangue Espectros - próxima série de Sanderson, que inclusive já concluiu o primeiro volume) que afirmam que seu objetivo é proteger Scadrial. Wax deve escolher se deixa de lado seu relacionamento conturbado com Deus e mais uma vez se torna a Espada que Harmonia o preparou para ser. Se ninguém se apresentar para ser o herói que Scadrial precisa, o planeta e seus milhões de pessoas chegarão a uma ruína súbita e calamitosa.
A parte mais legal do livro foi quando finalmente percebi que a Luzdalua é, na verdade, Shai, de "A Alma do Imperador". Shai faz parte dos Sangue Espectros, e se aproxima de Marasi para salvar Scadrial. Seus motivos não foram explorados pois, como disse, Sanderson vai escrever uma série de livros dedicados a eles, mas foi muito emocionante ver Shai utilizando seu último selo, aquele que ela guardava para uma situação extrema e irreversível.
Também adorei o "retorno" de Kelsier e sua conversa com Saze/Harmonia. Senti uma enorme nostalgia da Primeira Era de Mistborn e me bateu uma vontade de reler a trilogia.
Para mim, a sensação que ficou é que Wayne e Marasi são os protagonistas deste volume. Ambos buscam redenção, e descobrem muito a respeito de si mesmos no processo de destruição da bomba que o Grupo construiu. Wayne tem momentos muito delicados com Wax, onde fala de forma séria sobre seus arrependimentos e seu passado, em uma amizade muito bonita entre os dois personagens. Marasi redescobre seu propósito na vida, e se afirma ao longo da trama como alguém de muita importância no arco de Mistborn, e creio que ela vai retornar em Sangue Espectro de alguma forma (e será bem-vinda).
E, sem dar spoiler, é claro que um dos melhores personagens desta Era se sacrifica pelo bem de Elendel. Os capítulos que seguem a perda, carregados de luto, mexeram muito comigo, já que eu mesma tenho passado por um processo similar em minha vida. Sanderson prova, mais uma vez, que ele tem talento tanto para escrever uma cena de ação quanto para fazer o leitor chorar, e não é à toa que sigo sendo tão fã dele.
Não há muito espaço para Wax e Steris se desenvolverem como personagens e como casal, mas gostei de ler sobre eles mesmo assim. Wax e Steris têm o relacionamento mais maduro de todos os casais de Sanderson no Cosmere. A maneira como eles se complementam e se apoiam enquanto reconhecem as forças e fraquezas um do outro foi inspiradora, e o arco da própria Steris também terminou de forma satisfatória.
Embora eu não ache que o livro, sem si, seja o melhor de Sanderson, ele foi uma boa conclusão para esta Segunda Era, permitindo que todas as pontas soltas fossem amarradas e abrindo território para Shai, que é uma das melhores personagens que ele já escreveu. Fiquei contente, sobretudo, por ter concluído essa pendência dentro da minha cabeça depois de dez anos, e agora sigo em frente nas leituras do rei!
Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 3/5
Embora eu não ache que o livro, sem si, seja o melhor de Sanderson, ele foi uma boa conclusão para esta Segunda Era, permitindo que todas as pontas soltas fossem amarradas e abrindo território para Shai, que é uma das melhores personagens que ele já escreveu. Fiquei contente, sobretudo, por ter concluído essa pendência dentro da minha cabeça depois de dez anos, e agora sigo em frente nas leituras do rei!
Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 3/5























