No post de hoje, falaremos sobre o terceiro de quatro projetos secretos do Brandon Sanderson, este volume intitulado "Yumi e o Pintor de Pesadelos" - e o melhor até agora, na minha opinião.
Aqui no blogs temos muitos posts de Brandon Sanderson, que você pode ver aqui, mas deixarei abaixo os links para as resenhas dos outros projetos secretos para facilitar sua vida:
Já Li #180 - Tress, A Garota do Mar Esmeralda, de Brandon Sanderson
Sugestão de Leitura - O Manual do Mago Frugal, de Brandon Sanderson
Para os leitores mais assíduos de Sanderson, a presença de Hoid/Riso como o narrador desta história é uma surpresa deliciosa. Sigo acreditando que o personagem principal real de toda a Cosmere é ele, e ainda pretendo escrever um artigo sobre isso. Também gostei das referências à Teceluminescência, presentes na série "Os Relatos da Guerra das Tempestades" e como ela funciona de forma diferente dependendo do personagem que a detém. Sanderson sendo o mestre maior de todos, como sempre. Adorei a personagem Estampa, aliás.
Acho uma excelente obra de Sanderson para quem está começando a se aventurar pelo Cosmere e é uma leitura que recomendo muito.
Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 4/5
Aqui no blogs temos muitos posts de Brandon Sanderson, que você pode ver aqui, mas deixarei abaixo os links para as resenhas dos outros projetos secretos para facilitar sua vida:
Já Li #180 - Tress, A Garota do Mar Esmeralda, de Brandon Sanderson
Sugestão de Leitura - O Manual do Mago Frugal, de Brandon Sanderson
Como o próprio título do livro já demonstra, a história é composta de dois personagens - Yumi e Nikaro.
Yumi é a Escolhida como yoki-hijo para conjurar e conversar com os espíritos em Torio, através da cerimônia sagrada de empilhar pedras. Ela vive em um lugar iluminado e quente, onde as plantas flutuam no ar e as vilas vivem ao redor de Yumi, ansiosas para terem suas necessidades atendidas através dos espíritos.
Nikaro, também conhecido como o Pintor, vive em Kilahito, um lugar que está sempre mergulhado na escuridão e onde os pesadelos visitam e matam seus habitantes. Os pesadelos são combatidos através da arte da pintura, profissão de Nikaro.
Em um destes rituais, os espíritos pedem socorro à Yumi e lhe dizem que estão aprisionados, e somente ela pode ajudá-los. Quase imediatamente, por alguma razão misteriosa que nem Hoid (o narrador da história) foi capaz de explicar, as almas de Yumi e do Pintor se conectam, e eles passam a habitar um o universo do outro. A partir desse súbito relacionamento, ambos precisam entender como ajudar os espíritos, o que realmente está acontecendo e, além disso, como eles se adaptam a mundos tão diferentes dos dele.
Yumi, à sua maneira, também enfrenta a questão de ter seu valor determinado por seu serviço como yoki-hijo. Ela segue a tradição o mais estritamente possível, sem espaço para liberdade ou para desenvolver sua própria identidade. Inicialmente, ela é rígida e inflexível com seus rituais e regras. Ao longo do enredo, a partir do encontro com o Pintor, Sanderson cria um desenvolvimento gradual de sua personagem, o que foi uma experiência muito gratificante.
E Pintor tem uma jornada de redenção com seus amigos de profissão, que se sentem traídos por seu comportamento no passado.
O "empilhar pedras" para chamar os espíritos e o "pintar bambus" para afastar os pesadelos é uma ótima sacada da obra. No fundo, o enredo não é sobre as ações deles, em si, mas sobre o poder da arte - aqui temos uma excelente analogia onde a arte afasta a escuridão que temos dentro de nós, e nos permite olhar a nossa realidade com outros olhos, mais poéticos e otimistas. Yumi e o Pintor representam estes valores de uma forma muito bonita e delicada.
Existe, sim, na metade da leitura, pontos que são confusos. Assim que Yumi e o Pintor se aprofundam na investigação dos espíritos aprisionados, uma "máquina" aparece. Ficamos com a sensação de que logo a explicação virá, mas ela não vem - ela só chega no capítulo 39, através de Hoid. Minha sugestão aos leitores é: se preocupe menos com o sentido das coisas, e mais com a jornada dos protagonistas. O enredo não é sobre os espíritos, e sim, sobre o relacionamento entre os dois. As peças vão se encaixar na parte final do livro.
Os mundos que Sanderson descreve são incríveis de imaginar – e Hoid, com sua narração, eleva ainda mais o nível de qualidade da obra. Hoid não é um narrador confiável, além de ser intrometido e quase consciente que não é o protagonista, mantendo ainda uma familiar perspectiva dupla em terceira pessoa. É uma mudança bem-vinda em relação ao padrão de narrador limitado em terceira/primeira pessoa e eu amei.
Yumi é a Escolhida como yoki-hijo para conjurar e conversar com os espíritos em Torio, através da cerimônia sagrada de empilhar pedras. Ela vive em um lugar iluminado e quente, onde as plantas flutuam no ar e as vilas vivem ao redor de Yumi, ansiosas para terem suas necessidades atendidas através dos espíritos.
Nikaro, também conhecido como o Pintor, vive em Kilahito, um lugar que está sempre mergulhado na escuridão e onde os pesadelos visitam e matam seus habitantes. Os pesadelos são combatidos através da arte da pintura, profissão de Nikaro.
Em um destes rituais, os espíritos pedem socorro à Yumi e lhe dizem que estão aprisionados, e somente ela pode ajudá-los. Quase imediatamente, por alguma razão misteriosa que nem Hoid (o narrador da história) foi capaz de explicar, as almas de Yumi e do Pintor se conectam, e eles passam a habitar um o universo do outro. A partir desse súbito relacionamento, ambos precisam entender como ajudar os espíritos, o que realmente está acontecendo e, além disso, como eles se adaptam a mundos tão diferentes dos dele.
Yumi, à sua maneira, também enfrenta a questão de ter seu valor determinado por seu serviço como yoki-hijo. Ela segue a tradição o mais estritamente possível, sem espaço para liberdade ou para desenvolver sua própria identidade. Inicialmente, ela é rígida e inflexível com seus rituais e regras. Ao longo do enredo, a partir do encontro com o Pintor, Sanderson cria um desenvolvimento gradual de sua personagem, o que foi uma experiência muito gratificante.
E Pintor tem uma jornada de redenção com seus amigos de profissão, que se sentem traídos por seu comportamento no passado.
O "empilhar pedras" para chamar os espíritos e o "pintar bambus" para afastar os pesadelos é uma ótima sacada da obra. No fundo, o enredo não é sobre as ações deles, em si, mas sobre o poder da arte - aqui temos uma excelente analogia onde a arte afasta a escuridão que temos dentro de nós, e nos permite olhar a nossa realidade com outros olhos, mais poéticos e otimistas. Yumi e o Pintor representam estes valores de uma forma muito bonita e delicada.
Existe, sim, na metade da leitura, pontos que são confusos. Assim que Yumi e o Pintor se aprofundam na investigação dos espíritos aprisionados, uma "máquina" aparece. Ficamos com a sensação de que logo a explicação virá, mas ela não vem - ela só chega no capítulo 39, através de Hoid. Minha sugestão aos leitores é: se preocupe menos com o sentido das coisas, e mais com a jornada dos protagonistas. O enredo não é sobre os espíritos, e sim, sobre o relacionamento entre os dois. As peças vão se encaixar na parte final do livro.
Os mundos que Sanderson descreve são incríveis de imaginar – e Hoid, com sua narração, eleva ainda mais o nível de qualidade da obra. Hoid não é um narrador confiável, além de ser intrometido e quase consciente que não é o protagonista, mantendo ainda uma familiar perspectiva dupla em terceira pessoa. É uma mudança bem-vinda em relação ao padrão de narrador limitado em terceira/primeira pessoa e eu amei.
Para os leitores mais assíduos de Sanderson, a presença de Hoid/Riso como o narrador desta história é uma surpresa deliciosa. Sigo acreditando que o personagem principal real de toda a Cosmere é ele, e ainda pretendo escrever um artigo sobre isso. Também gostei das referências à Teceluminescência, presentes na série "Os Relatos da Guerra das Tempestades" e como ela funciona de forma diferente dependendo do personagem que a detém. Sanderson sendo o mestre maior de todos, como sempre. Adorei a personagem Estampa, aliás.
Acho uma excelente obra de Sanderson para quem está começando a se aventurar pelo Cosmere e é uma leitura que recomendo muito.
Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 4/5























