Meu primeiro contato com Brandon Sanderson foi há muito, muito tempo atrás, quando o blog ainda nem existia (o blog existe desde 2012). Por isso, acabei nunca escrevendo uma resenha especificamente para o primeiro volume de "Mistborn: Nascidos da Bruma", e já comecei direto com um post que falava sobre a saga como um todo. Com a notícia da adaptação do livro para o cinema, resolvi reler o livro e, agora sim, escrever um post sobre a obra.
Aqui no Perplexidade e Silêncio temos 27 resenhas de livros do Brandon Sanderson até agora (junho/26) e você pode dar uma olhadinhas nelas aqui.
"Mistborn: Nascidos da Bruma - Vol. 1: O Império Final" foi publicado em 2006. Durante mil anos, o mundo é dominado por brumas e cinzas e os Skaa viveram na miséria, como escravos. O Senhor Soberano reina com poder absoluto, sendo invencível (e temido) como um Deus.
Neste contexto, temos o protagonista, Kelsier, que após sobreviver à escravidão nas Minas de Hathsin, decide que é possível derrotar o Senhor Soberano, e recrutou a elite de ladrões de Luthadel para completar uma missão que parece impossível e suicida.
No meu post de onze anos atrás, eu explico mais sobre a alomancia e a feruquemia, que são as bases do universo fantástico desta saga literária. Não pretendo me repetir neste post, então, caso você queira saber mais sobre essa parte em específico, leia aqui.
"Mistborn: Nascidos da Bruma - Vol. 1: O Império Final" foi publicado em 2006. Durante mil anos, o mundo é dominado por brumas e cinzas e os Skaa viveram na miséria, como escravos. O Senhor Soberano reina com poder absoluto, sendo invencível (e temido) como um Deus.
Neste contexto, temos o protagonista, Kelsier, que após sobreviver à escravidão nas Minas de Hathsin, decide que é possível derrotar o Senhor Soberano, e recrutou a elite de ladrões de Luthadel para completar uma missão que parece impossível e suicida.
No meu post de onze anos atrás, eu explico mais sobre a alomancia e a feruquemia, que são as bases do universo fantástico desta saga literária. Não pretendo me repetir neste post, então, caso você queira saber mais sobre essa parte em específico, leia aqui.
Kelsier foi um crush há onze anos, e continua sendo um crush agora - eu diria que ainda mais, dado o nosso mundo real como regrediu neste período e quanto precisamos de um Kelsier por aqui. Na primeira leitura, eu não tinha apreendido completamente o impacto do trabalho escravo nas Minas de Hathsin em sua personalidade mas, agora, numa segunda leitura mais atenta, gosto ainda mais do arco deste personagem. Kelsier é um Nascido da Bruma, ou seja, contém em si os poderes de todos os metais, e a forma como ele é capaz de ser um mentor de Vin, a ladra que ele recruta para sua equipe, é muito bonita.
Na primeira leitura, também não tinha absorvido tanto a relação paternal entre os dois. Eu estava mais preocupada em entender as ligas e os poderes de cada metal, e não cheguei a me emocionar tanto com o relacionamento dos dois - o que mudou desta segunda vez. A cena em que Kelsier se refere a Vin como a "filha que ele não teve" me emocionou.
A equipe de ladrões alomânticos é maravilhosa, e não deixou de me impressionar na segunda leitura. Eu sempre comento que Sanderson é um mestre em criação e desenvolvimento de personagens, e este livro é uma prova disso. Cada personagem tem seu valor, suas características super definidas e seu arco - agora que já li os sete volumes de "Mistborn" posso dizer com propriedade que todos, sem exceção, são bem resolvidos ao final da história.
Sazed, que segue sendo meu personagem preferido de Sanderson considerando todos os + de 30 livros dele que li, aparece aqui pela primeira vez, e foi um enorme prazer reencontrá-lo. Me lembrei de todos os motivos pelos quais são tão apaixonada por est personagem, sobretudo sabendo o que acontece com ele ao final do arco. Prestem atenção nele! Sazed não é um coadjuvante como pode parecer.
Porém, assim como na primeira vez, não gosto de Vin e Elend. Pensei que, conforme o tempo passasse, eu ficaria mais aberta à relação dos dois, mas isso não aconteceu - ao contrário, fiquei mais entediada do que da primeira leitura. A diferença é que, agora, eu sei como a história deles vai se desenrolar, e Sanderson dará um rumo muito bonito a eles, o que compensa o clima de romance que eu não gosto. Vin, por sua vez, continua sendo uma protagonista muito interessante - e preciso lembrar que ela foi uma das primeiras protagonistas femininas na fantasia - lá em 2006 ainda não era tão comum como é hoje em dia.
Prestei mais atenção na aparição de Hoid, que eu nem tinha entendido direito quem era na primeira leitura. Sobretudo agora, lendo "Os Relatos da Guerra das Tempestades", a conexão entre Scadrial (o mundo onde "Mistborn" acontece) e Roshar é evidente, basta estar atento aos detalhes de Sanderson.
Além disso, consigo ver a evolução da escrita de Sanderson ao longo dos anos, sobretudo porque tenho lido as obras mais recentes dele. Ele evoluiu na linguagem, que ficou mais poética e mais refinada, e percebo que, agora, ele subestima menos o leitor - ele explica menos as coisas e deixa mais espaço para o leitor se aprofundar na história por conta própria. Acho que lá no começo da carreira dele, ele tentava ser mais "fácil de digerir" para o grande público e, agora, ele já não se preocupa tanto com isso. Ainda bem!
Enfim, segue sendo uma leitura maravilhosa que eu recomendo a todas as pessoas que passam pelo meu caminho - rs. Agora ansiosa pelo filme! Volto com uma análise Livro x Filme.
Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 4/5
Na primeira leitura, também não tinha absorvido tanto a relação paternal entre os dois. Eu estava mais preocupada em entender as ligas e os poderes de cada metal, e não cheguei a me emocionar tanto com o relacionamento dos dois - o que mudou desta segunda vez. A cena em que Kelsier se refere a Vin como a "filha que ele não teve" me emocionou.
A equipe de ladrões alomânticos é maravilhosa, e não deixou de me impressionar na segunda leitura. Eu sempre comento que Sanderson é um mestre em criação e desenvolvimento de personagens, e este livro é uma prova disso. Cada personagem tem seu valor, suas características super definidas e seu arco - agora que já li os sete volumes de "Mistborn" posso dizer com propriedade que todos, sem exceção, são bem resolvidos ao final da história.
Sazed, que segue sendo meu personagem preferido de Sanderson considerando todos os + de 30 livros dele que li, aparece aqui pela primeira vez, e foi um enorme prazer reencontrá-lo. Me lembrei de todos os motivos pelos quais são tão apaixonada por est personagem, sobretudo sabendo o que acontece com ele ao final do arco. Prestem atenção nele! Sazed não é um coadjuvante como pode parecer.
Porém, assim como na primeira vez, não gosto de Vin e Elend. Pensei que, conforme o tempo passasse, eu ficaria mais aberta à relação dos dois, mas isso não aconteceu - ao contrário, fiquei mais entediada do que da primeira leitura. A diferença é que, agora, eu sei como a história deles vai se desenrolar, e Sanderson dará um rumo muito bonito a eles, o que compensa o clima de romance que eu não gosto. Vin, por sua vez, continua sendo uma protagonista muito interessante - e preciso lembrar que ela foi uma das primeiras protagonistas femininas na fantasia - lá em 2006 ainda não era tão comum como é hoje em dia.
Prestei mais atenção na aparição de Hoid, que eu nem tinha entendido direito quem era na primeira leitura. Sobretudo agora, lendo "Os Relatos da Guerra das Tempestades", a conexão entre Scadrial (o mundo onde "Mistborn" acontece) e Roshar é evidente, basta estar atento aos detalhes de Sanderson.
Além disso, consigo ver a evolução da escrita de Sanderson ao longo dos anos, sobretudo porque tenho lido as obras mais recentes dele. Ele evoluiu na linguagem, que ficou mais poética e mais refinada, e percebo que, agora, ele subestima menos o leitor - ele explica menos as coisas e deixa mais espaço para o leitor se aprofundar na história por conta própria. Acho que lá no começo da carreira dele, ele tentava ser mais "fácil de digerir" para o grande público e, agora, ele já não se preocupa tanto com isso. Ainda bem!
Enfim, segue sendo uma leitura maravilhosa que eu recomendo a todas as pessoas que passam pelo meu caminho - rs. Agora ansiosa pelo filme! Volto com uma análise Livro x Filme.
Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 4/5



























