Já Li #121 - Trono de Vidro, Vol. 3: Herdeira do Fogo, de Sarah J. Maas

Continuando a leitura da saga Trono de Vidro de Sarah J. Maas , cheguei ao terceiro volume, "Herdeira do Fogo" . A resenha de...


Continuando a leitura da saga Trono de Vidro de Sarah J. Maas, cheguei ao terceiro volume, "Herdeira do Fogo". A resenha de hoje é sobre este livro e sobre minha experiência com a obra até aqui.

Para acessar as resenhas dos livros anteriores, navegue pelos links abaixo:

Celaena Sardothien chega em Wendlyn e finalmente encontra o povo feérico. Ela faz um acordo com a poderosa Maeve, sua tia imortal: se ela conseguir descobrir e controlar seus poderes feéricos, Maeve lhe recompensará respondendo suas perguntas sobre as chaves de Wyrd e o passado da magia. Para isso, Celaena é colocada sob treinamento e supervisão do príncipe feérico Rowan Whitethorn, que é absurdamente frio, distante, rígido e, muitas vezes, cruel. Além disso, Celaena deve trabalhar nas cozinhas do Forte de Maeve, onde conhece outros companheiros semi feéricos que lutam para sobreviver em um mundo onde não são respeitados nem pelos humanos e nem pelos feéricos.
Em paralelo, Dorian se apaixona pela curandeira do castelo de Adarlan, Sorscha, que o ajuda a esconder sua magia do rei, e Chaol investiga os rebeldes enquanto tenta descobrir como o rei bloqueou a magia através das três torres espalhadas pelo continente.
Neste livro, alguns novos personagens aparecem no enredo e suas narrativas tem o objetivo de aprofundar os temas iniciados nos volumes anteriores. Além de Rowan e Sorscha, que mencionei anteriormente, também surge um primo de Celaena chamado Aedion, ele costumava ser seu melhor amigo quando eram crianças feéricas e se alia a Chaol na busca por respostas, e Manon Bico Preto, uma bruxa que faz parte de um clã convocado pelo rei de Adarlan para dominar as serpentes aladas que serão parte de seu exército.
Separei, abaixo, os pontos que mais gostei neste livro.

Celaena come o pão que o diabo amassou. Eu gosto dela mas quando ela está sofrendo e precisando superar alguma dificuldade, pois são nestes momentos que seus melhores atributos aparecem para o leitor. Além dos inúmeros sacrifícios físicos que Rowan a submete, Celaena lida com o remorso de todas as coisas ruins/erradas que fez na vida e, também, com o esforço de encontrar e controlar sua magia. Gosto como Sarah J. Maas faz sua protagonista crescer a cada livro.
Os dilemas morais de Chaol. A distância entre Chaol e Celaena fez muito bem a ele. No livro anterior, fiquei meio "empapuçada" com o romance entre eles, pois Chaol perdeu sua essência no processo. Quando ele conhece Aedion, parece que Chaol se redescobre como uma pessoa que não sabe onde reside sua lealdade, mas agora reconhece quais são seus limites e enfrenta a verdade de quem realmente é o rei a quem serve. Espero que Chaol continue neste caminho.
Dorian está me ganhando aos poucos. Quando ele enfrenta seu pai/rei com a magia, eu amei. Amei, amei, amei. E estou adorando que Dorian está ganhando ares de "rei" em vez de príncipe, ele está crescendo como pessoa e evoluindo seu caráter. Estou ansiosa para ver como será o reencontro dele com Celaena, agora que ambos estão badass com suas magias. Também gostei quando ele enfrenta Chaol, dizendo para o amigo que ele precisa escolher um lado, pois era exatamente isso que eu estava sentindo naquele ponto da história.
Comecei odiando Aedion e terminei querendo mais. Afinal, como não gostar de um espião, não é mesmo? E ele foi um espião dos bons. 

Tenho algumas ressalvas sobre alguns pontos da narrativa como, por exemplo:
Não sei o que pensar de Rowan. Num dado momento da leitura, ficou cansativo ler sobre suas reações sempre frias e insensíveis ao sofrimento de Celaena, tornou-se um pouco repetitivo. E, no fundo, eu sempre soube que ele iria se render ao charme de Celaena, porque é o que acontece com todos os personagens masculinos que se deparam com ela. Então minha sensação foi de que Sarah J. Maas poderia ter abreviado essas cenas e ido direto ao ponto, do Rowan virando um aliado de Celaena, porque era meio óbvio que isso ia acontecer.
A inutilidade de Sorscha. Sinceramente, não entendi até agora porque Sarah J. Maas a introduziu no enredo. Achei desnecessário o relacionamento dela com Dorian e o papel que ela desempenhou na trama foi tão pequeno e mal aproveitado que nem sei porque esteve ali. Não gostei dela e não comprei a suposta química entre ela e o príncipe. Que bom que já não está mais na história, beijos e boa viagem.
Os clãs de bruxas. Tenho muita dificuldade de me conectar com personagens que são maus só porque são, como se fosse uma parte da natureza deles e isso fosse explicação o suficiente. Por isso, me cansei das partes onde apareciam as bruxas, achei que faltou motivação para todas elas e suas personalidades eram muito parecidas, o que deixou a leitura repetitiva. Também senti que o caminho de Manon foi meio óbvio, então pulei várias partes onde ela aparecia e no final ela chegou exatamente onde eu achei que ela chegaria, ou seja, não perdi nada.

Sarah J. Maas realmente evolui como escritora a cada livro e sua história vai ganhando força e estrutura a medida que a narrativa se desenrola. Por isso, definitivamente é uma leitura que recomendo e já estou pronta para ler o próximo volume.

Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 

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