6 Razões para se Apaixonar por Patrick Rothfuss

Patrick Rothfuss é um dos maiores nomes da literatura fantástica contemporânea, autor da incrível "A Crônica do Matador do Rei&quo...


Patrick Rothfuss é um dos maiores nomes da literatura fantástica contemporânea, autor da incrível "A Crônica do Matador do Rei". Estes dias, me deparei com os dois primeiros volumes da trilogia na minha estante e me lembrei do quanto gosto de Rothfuss. Separei seis razões para isso, neste post.

1. A Crônica do Matador do Rei, vol. 1: O Nome do Vento
Se você ainda não leu este livro, está marcando bobeira. Trata-se do primeiro volume de "A Crônica do Matador do Rei", onde somos apresentados ao protagonista Kvothe. Um dia, enquanto toma conta de sua hospedaria, a Marco do Percurso, Kvothe recebe a visita de um viajante que se autodenomina Cronista. Através desta conversa, o leitor fica conhecendo a fantástica e mágica jornada de Kvothe.
Neste livro, Kvothe fala sobre seu passado na trupe itinerante Edena Ruh, que acabou conduzindo-o aos estudos na Academia. Lá, Kvothe aprende uma série de feitiços e teorias, que o tornam ainda mais apaixonante. Em paralelo, ele sai em busca dos Chandrianos, para completar uma balada que seu pai compunha antes de morrer.
Para saber mais sobre este livro, clique aqui.

2. E o nome de todas as coisas
Além de Kvothe, para mim, a parte mais interessante de sua "Crônica" é a questão dos Nomes das Coisas. Rothfuss criou uma estrutura mágica ao redor disso que é muito inovadora, uma vez que este conceito de "possuir uma coisa pelo seu Nome" também está presente em Marion Z. Bradley e Ursula K. Le Guin. Aos poucos, Kvothe descobre qual é o nome do vento e o invoca sempre que é necessário. Há também quem detenha o nome do fogo, da água e da terra, e aquele que conhecer o nome de todas as coisas torna-se tão poderoso quanto o próprio Criador.
Mas o que eu acho mais bonito desta teoria de Rothfuss é o fato de cada pessoa possuir seu Nome (que não é o nome com o qual somos batizados, e sim um nome mais profundo e essencial). Quando alguém sabe seu Nome, ela tem poder completo sobre você.

3. O mundo fantástico de Temerant
Rothfuss criou um mundo incrível para sua trilogia. Temerant é um dos continentes dos Quatro Cantos da Civilização, onde residem os mortais, com seus países e governos. Há também um mundo paralelo, onde vivem as criaturas mágicas, e mais duas dimensões que só abrem as suas portas quando a lua está cheia. Kvothe e os arcanos, estudantes da Academia, conseguem se comunicar e transitar entre estes três reinos. Em Temerant, a magia que "escapa" destas dimensões paralelas é estudada e tratada com rigor científico.

4. A Crônica do Matador do Rei, vol. 2: O Temor do Sábio
No segundo volume da trilogia, Kvothe segue contando sua jornada ao Cronista. Agora já quase no final de sua formação na Academia, Kvothe construiu uma péssima reputação e tenta, sem sucesso, pagar a enorme dívida que contraiu para poder permanecer nos estudos. Ele finalmente encontra o auxílio de Maer, mas logo descobre que precisará desempenhar funções duvidosas e criminosas para retribuir o favor.
É assim, tentando escapar de uma armadilha, que Kvothe vai parar no mundo onde vivem as criaturas mágicas. E esta parte do livro é uma das coisas mais lindas que eu já li em toda a minha vida.
Fora isso, finalmente Bast ganha destaque.

5. Bast
Seria injusto dizer que Bast é um coadjuvante. Na estória, ele é o pilar de tudo e, sem ele, Kvothe estaria morto, há muito tempo.
E quando digo que Kvothe estaria morto, não é somente porque Bast o ajudava nas batalhas e brigas. É muito mais do que isso.
Bast conhece Kvothe como ninguém, mas até o segundo volume da trilogia ainda não sabemos quando ou como eles se conheceram. Só o que sabemos é que a lealdade de Bast é extrema e incondicional.
Além disso, Bast está preocupado com a decadência física e emocional de Kvothe e é ele quem contrata o Cronista, sem Kvothe saber. Bast espera que, ao recontar suas aventuras e conquistas, Kvothe reencontre a vontade de viver.

6. Spin-off: A Música do Silêncio
Além de Bast, outra personagem que não tem nada de coadjuvante é a doce e excêntrica Auri. Auri é uma presença frequente e importante dos dois primeiros volumes da trilogia, se esgueirando pela Academia e suspirando pelos cantos por Kvothe (o que eu super entendo. Kvothe é crush certo). 
Muito espertamente, Rothfuss lançou um livro spin-off somente para Auri, e este livro não é nada do que você espera que ele seja, exatamente como a Auri. Não há começo-meio-fim e nem enredo. 
É um livro para iniciados. O autor deixa isso claro logo no início do livro, quando recomenda aos leitores que, antes de embarcarem nesta estória, tenham lido algum livro da trilogia antes.
Para entender melhor este livro, sugiro que você leia este post.

A espera pelo terceiro livro da "Crônica" é longa. Rothfuss está trabalhando no material desde 2011, o que deixa nós, os fãs, numa ansiedade sem fim desde então. Neste meio tempo, ele lançou um game baseado na estória e, em paralelo, há uma série e um filme em desenvolvimento. Rothfuss levou nove anos para escrever o primeiro volume e constantemente diz em entrevistas que este é seu ritmo. Se for assim, ano que vem teremos uma grande e enorme surpresa nos esperando. Mal posso esperar!

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