Top 5 | Cinco bestsellers que foram rejeitados

A primeira lição que um escritor deve aprender é saber lidar com as rejeições das editoras. O que diferencia, no entanto, uns escritor...


A primeira lição que um escritor deve aprender é saber lidar com as rejeições das editoras. O que diferencia, no entanto, uns escritores de outros, às vezes, é a persistência de submeter o mesmo manuscrito diversas vezes, até que ele seja aceito, ou revisá-lo exaustivamente. E, apesar do enorme sucesso de alguns livros, é surpreendente saber que eles foram rejeitados, não uma vez, mas várias.

Já é sabido e divulgado que J. K. Rowling teve o manuscrito de Harry Potter rejeitado doze/trezes vezes, até que uma editora resolveu dar atenção ao primeiro volume da série. Porém, outros escritores renomados também passaram pelos mesmos problemas.

Agatha Christie, escritora referência da literatura de crimes e suspense.

Seu primeiro livro demorou cinco anos para conseguir ser publicado e foi rejeitado por seis editoras. Na época, ela tentava publicar sua primeira obra tanto com seu nome quanto com seu pseudônimo, Mary Westmacott. Ela estudou para ser musicista mas tinha pânico de se apresentar em público, o que a levou para a literatura.
Anos depois, ela conseguiu não somente ser publicada como é a única escritora, até os dias atuais, que teve três peças de teatro acontecendo simultaneamente em Londres.
Ela tem 73 livros publicados e 24 obras de teatro escritas.

As Crônicas de Nárnia, de C. S Lewis

C. S .Lewis, no começo de sua carreira como escritor, usava o pseudônimo de Clive Hamilton. Ele conseguiu publicar rapidamente uma coletânia de poemas, porém, este livro não foi um sucesso na ocasião. Posteriormente, ele submeteu o manuscrito do primeiro volume das Crônicas de Nárnia e foi rejeitado por duas editoras, incluindo a mesma que havia publicado seus poemas. C. S. Lewis também havia submetido uma prévia de uma trilogia espacial, chamada "Out of the Silent Planet" e ambas voltavam com cartas de rejeição. Lewis, então, decidiu se concentrar nas Crônicas, revisou o manuscrito fervorosamente e resubmeteu às mesmas editoras. Então, veio a aprovação.
Para saber mais sobre a obra, clique aqui.

O Diário de Anne Frank

Grande parte das rejeições a este livro - que foram cerca de quinze, em diferentes editoras - diziam que ninguém teria interesse em saber o que uma adolescente pensava ou sentia, muito menos sobre o Holocausto, um assunto "batido e clichê". Para nós, que sabemos que o Diário de Anne Frank tornou-se um bestseller - vendido e traduzido pelo mundo inteiro - fica óbvio que os editores estavam errados. Porém, na época, eles achavam que ninguém sentiria curiosidade em saber o ponto-de-vista de uma garotinha, que não sabia nada da política da ocasião.
Para saber mais sobre este livro, clique aqui.

O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger

J. D. Salinger fez sua primeira tentativa de entrar no mercado literário através de um livro de contos curtos, que foi rejeitado diversas vezes. Quando ele finalmente conseguiu que uma editora o aceitasse, a gráfica se recusou a imprimi-lo. Demorou anos até que o embate entre, a editora e a gráfica se resolvesse e, neste meio tempo, ele escreveu O Apanhador no Campo de Centeio. Rejeitado novamente, disseram que Holden Caulfield não era uma personagem verdadeira com a qual as pessoas se conectariam. 
Para saber mais sobre este livro e entender porquê Holden é uma das melhores personagens já escritas, clique aqui.

Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

Pessoalmente, não gosto das obras de Nicholas Sparks, mas é inegável seu sucesso pelo mundo, líder de vendas em diversos países e com vários filmes adaptados de suas obras.
Uma de suas estórias mais conhecidas, The Notebook, foi rejeitado 24 vezes. Este foi seu livro de estréia e as editoras consideravam que seu conteúdo era romântico e meloso demais e não atrairia nenhum tipo de público. Ele escreveu o livro em 1994 e só conseguiu que ele fosse publicado em 1996. Mas, quando ele conseguiu, ele recebeu nada mais, nada menos que um milhão de dólares pelo seu contrato literário.

Com isso, voltamos ao debate que sempre vejo acontecendo entre novos escritores: precisamos ter sorte, indicação ou persistência? Na minha opinião, é preciso uma combinação dos três.

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