Já Li #128 - Scythe, Vol.2: A Nuvem, de Neal Shusterman

  Na resenha de hoje, continuarei elogiando o trabalho de Neal Shusterman com sua trilogia "Scythe" . No segundo volume, o univer...

 

Na resenha de hoje, continuarei elogiando o trabalho de Neal Shusterman com sua trilogia "Scythe". No segundo volume, o universo dos Ceifadores é expandido de um jeito brilhante, com o volume "A Nuvem".

Caso você queira saber mais sobre o primeiro volume, recomendo você começar por este post:
Sugestão de Leitura | Scythe, Vol.1: Ceifador, de Neal Shusterman

Vou partir do princípio que você já sabe o que aconteceu no volume anterior, bem como que você está familiarizado com o mundo criado por Neal para seguir adiante com esta resenha.

Rowan, banido da Ceifa após os eventos do último volume, está indignado com a corrupção que vem corroendo os ideais e a ética dos Ceifadores e decide fazer justiça com as próprias mãos, matando aqueles que ele julga que estão se desviando demais dos princípios da Ceifa. Em paralelo, Citra, também indignada, escolhe um caminho diferente para fazer a mesma justiça, sendo conhecida como uma Ceifadora nova e revolucionária e trazendo muita atenção para si mesma.
Embora eles tenham sido os protagonistas do primeiro volume, em "A Nuvem" eles compartilham o holofote com outras personagens, que trouxeram profundidade e riqueza de detalhes à narrativa.

Grayson surge na história, um menino que costumava ter apenas a Nimbo-Cúmulo como sua amiga e com quem tinha um relacionamento bastante próximo. Subitamente sua vida vira de cabeça para baixo, quando a própria Nimbo-Cúmulo o impulsiona a salvar a vida de Citra e da Ceifadora Curie, o transforma em um Infrator, apaga seu passado da rede e o força a se transformar em uma pessoa completamente diferente. A jornada de Grayson, para mim, foi a mais interessante de ser lida neste volume, pois junto com ele aprendemos os outros níveis sociais que existem neste sistema criado por Shusterman. Além disso, a sensação de impotência de Grayson, quando ele vê sua vida desmoronando, me fez conectar com ele rapidamente. Foi uma ótima adição à trama.

Além disso, o antigo amigo de Rowan, Tyler, que aparece de forma muito coadjuvante no primeiro volume, retorna à trama de um jeito completamente imprevisível, e infelizmente não posso dar muitos detalhes sobre esta parte da história pois seria um baita spoiler. Para efeitos desta resenha, apenas aviso que ele terá um desfecho bizarro e inesperado e que tal desfecho é fundamental para o desenrolar do livro.
Ainda na linha spoilers, infelizmente vamos perder uma figura muito carismática e adorada desta trilogia, em uma tragédia em Perdura.

Eu também gostei do reaparecimento do Ceifador Faraday, que resolve investigar o mistério envolvendo a Terra de Nod, onde ele acredita que há a solução para salvar a Ceifa. Ele faz a parte mais legal da história acontecer, que é deixar a Nimbo-Cúmulo brava. Através de Faraday, ela descobre que foi enganada pelos humanos no momento da sua criação, pois ela não sabe nada a respeito dessa tal Terra de Nod e, quando ela fica brava, é maravilhoso! 
Inclusive, para mim, todo o volume deveria ter sido narrado do ponto-de-vista da Nimbo-Cúmulo, porque a mudança dela ao longo da narrativa ficou sensacional.

Neal Shusterman deixou ganchos muito interessantes: a viagem de Faraday, o futuro de Grayson, o destino de Rowan e Citra, a reação da Nimbo-Cúmulo e a divisão política dentro da Ceifa. E foi por isso que, tão logo eu terminei este volume, já comprei o terceiro e emendei a leitura. 

Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 

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