O livro ou o filme? | Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Este post também faz parte do Rory Gilmore Book Challenge . Ganhei de presente de aniversário, ano passado, o livro "Orgulho e P...



Este post também faz parte do Rory Gilmore Book Challenge.

Ganhei de presente de aniversário, ano passado, o livro "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, da minha gêmea Deborah (aquela que vira-e-mexe aparece por aqui como convidada). Me animei a ler o livro depois de assistir o filme e, assim, saiu a mais uma batalha "O livro ou o filme?".

O livro tem como protagonista Elizabeth Bennet e acompanha os costumes e comportamentos dela e de sua família, no século 18. A família Bennet é composta por cinco filhas solteiras - Elizabeth, Jane, Mary, Catherine (Kitty) e Lydia. A mãe, Sra. Bennet, tem como seu principal objetivo de vida casá-las, enquanto o Sr. Bennet mostra-se um pai ausente e distante, alheio às fofocas e aos acontecimentos das vidas das suas filhas.

Dois jovens cavalheiros mudam-se para as redondezas de Longbourn, onde reside a família Bennet. A Sra. Bennet, então, logo fica entusiasmada com os bailes que serão promovidos pelos nobres ricos, pois vê neles a oportunidade de apresentar suas filhas e, quem sabe, conseguir casar alguma delas. Um dos jovens, Charles Bingley, logo se apaixona por Jane, a mais velha e a mais bonita das cinco filhas.

Em paralelo, Elizabeth mostra-se avessa ao casamento e seu comportamento é completamente diferente, tanto do comportamento de suas irmãs quanto do comportamento que sua mãe e a sociedade da época esperam dela. Por isso, até hoje, Elizabeth é uma personagem que muitas leitoras se identificam: ela não obedece às regras sociais, tem um temperamento forte, opiniões estruturadas e é dotada de um humor sarcástico bastante característico. Embora seu pai seja o único que parece compreendê-la, ela sente-se desconectada da realidade ao seu redor. Além disso, ao conhecer os jovens cavalheiros ricos, ela adquire uma antipatia instantânea por Fitzwilliam Darcy, um nobre arrogante, distante e frio.

O romance de Jane Austen é conhecido como "novel of manners", ou seja, é uma narrativa realista que é focada nos costumes e nos diálogos de uma determinada época. Assim, o leitor deve se atentar às formas de pensar e de agir das classes sociais, e também nas diferenças de tratamento entre homens e mulheres. O sucesso ou fracasso das personagens depende do quanto elas conseguem se adaptar ou se conformar com estes costumes vigentes de sua época. Para quem espera um livro (ou um filme) com muita ação e plots twists, vai se decepcionar. 

Por isso, a trama é lenta e é, basicamente, um leva-e-traz de cartas e informações sobre os sentimentos, pensamentos e falhas de comunicação das personagens envolvidas. Além disso, o fato de Jane Austen se referir a todas as personagens pelos seus sobrenomes me deixou muito confusa, e eu me perdi várias vezes na leitura, principalmente quando ela mencionava a "Srta. Bennet" (existem cinco opções e não sei qual delas é!). 

O livro ou o filme? Acho que os admiradores de Jane Austen irão querer me matar depois dessa, e provavelmente não vão voltar ao Perplexidade e Silêncio (voltem, eu sou boazinha!), mas eu prefiro o filme. No filme, as características de Darcy e Elizabeth foram ressaltadas, a trama ficou menos entediante e eu consigo entender quem é quem (risos). Também achei que os costumes e hábitos da época ficaram mais claros no filme do que no livro e, com isso, é fácil entender porque Elizabeth é tão encantadora. 


Para quem diz que os livros são sempre melhores que os filmes, dê uma passeadinha pela sessão O livro ou o filme?, porque aqui a disputa está bastante acirrada.

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2 comentários

  1. Eu gosto bastante de Jane Austen, talvez porque Razão e Sensibilidade mexeu muito comigo na época que li, me identifiquei bastante. Quero muito reler Orgulho e Preconceito, eu amo a história e eu amo esse filme (muita gente também discorda de mim nisso, mas eu prefiro o filme à minissérie). Eu entendo perfeitamente você preferir o filme e acho que ele é tão maravilhoso, que você está perdoada! hahahaha

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