Já Li #32 - A Roda do Tempo, vol 5: As Chamas do Paraíso, de Robert Jordan

Sempre comento aqui no blog que meu gênero literário preferido é Alta Fantasia , e cheguei a escrever este post explicando os motivos e...


Sempre comento aqui no blog que meu gênero literário preferido é Alta Fantasia, e cheguei a escrever este post explicando os motivos e as características principais deste gênero. Assim, quando me deparei com a série "A Roda do Tempo", de Robert Jordan, fiquei encantada. Inclusive, também escrevi um post onde explico porque prefiro Robert Jordan a George R. R. Martin, que pode ser lido aqui.

"A Roda do Tempo" é uma das 8 séries que estou lendo no momento. Ela é composta por 14 livros e todos eles tem, no mínimo, umas 700 páginas, pois Jordan escreve super detalhadamente sua saga. Orgulhosamente, cheguei no 5º volume, "As Chamas do Paraíso", e este post é sobre ele (e um pouco dos volumes anteriores).

Nesse post, falei mais detalhadamente sobre os primeiros volumes de "A Roda do Tempo", e inclusive fiz algumas fotos bacaninhas dos volumes que eu tinha naquela época. Portanto, você pode olhar o post se quiser mais detalhes. Mas, de qualquer forma, vou fazer uma breve contextualização da estória.

Rand al'Thor, Mat Cauthom e Perrin Aybara são três garotos fazendeiros que, um dia, foram raptados  de sua aldeia isolada, Campo de Elmond, por uma mulher misteriosa. Eugene, uma amiga dos três garotos, e Nynaeve, a Sabedoria da aldeia (uma espécie de Curandeira) vão atrás deles. Posteriormente, eles descobrem que a mulher misteriosa, chamada Moirane, é uma Aes Sedai - mulheres poderosas dotadas de saidar, um poder mais antigo que o próprio tempo e capaz de fazer milagres ou provocar tragédias. Os garotos também descobrem que são ta'veren, ou seja, eles são imprescindíveis para a Roda do Tempo continuar girando e terão um papel fundamental na Era em que vivem, pois poderão ou salvar o mundo, ou destruí-lo de uma vez por todas.

Os livros alternam os protagonistas e cada volume tem o destaque de alguma das personagens. Neste quinto volume, o foco da narrativa se alterna entre Rand al'Thor e Nynaeve, predominantemente, embora as outras personagens apareçam em capítulos dedicados a elas.

Em "As Chamas do Paraíso", Rand al'Thor já se consagrou como Aquele que Vem com a Aurora, o que significa que ele, finalmente, aceitou a profecia que diz que ele será o salvador da Era. Rand al'Thor, nos volumes anteriores, tentou lutar contra esta profecia, pois tinha medo de que fosse enlouquecer por deter o poder de saidin, a metade masculina de saidar. Para o leitor, é um alívio que ele tenha, enfim, aceitado seu destino, pois estava cansativo lidar com um Rand al'Thor resmungão e apático. 

Para que ele possa, de fato, completar a profecia, ele precisa obter o apoio de seus ancestrais, os Aiel. Os Aiel são um povo que vive no Deserto, com costumes, moral, leis e práticas muito específicos e são, de longe, a parte mais interessante de "A Roda do Tempo". As mulheres Aiel, principalmente, são incríveis, pois foram escritas na contramão de todos os clichês femininos que existem. Assim, as partes com os Aiel são revigorantes, inspiradoras e muito interessantes. Neste quinto volume, Rand al'Thor vai coletando o apoio das diversas sociedades Aiel e, também, dominando os demais reinos.

Em paralelo, Nynaeve e Elayne - a filha herdeira do Reino de Andor - precisam encontrar as Aes Sedai que não foram para "o lado negro da força". Poucas Aes Sedai não foram dominadas pela Aja Negra, um ramo dissidente das Aes Sedai que quer destruir o mundo. Assim, as duas garotas (que estão estudando para tornarem-se Aes Sedai no futuro) precisam encontrar aliadas para juntarem forças com Rand al'Thor. Particularmente, nem Nynaeve nem Elayne são minhas personagens preferidas, então me desanimei um pouco quando percebi que grande parte do livro seria com ambas.

Robert Jordan manteve seu ritmo e estilo neste livro e parte-se do princípio que, a esta altura, ele já conquistou seus leitores e fãs, já acostumados com a narrativa lenta e cadenciada. Na minha opinião, o grande ponto positivo deste quinto volume é um maior aprofundamento na estória dos Abandonados. Eles foram presos através de selos construídos pelas Aes Sedai e estes selos os impediram durante milênios de destruir o mundo. Porém, os selos estão enfraquecendo e os Abandonados começam a se libertar, se infiltrando em reinos, sociedades e aldeias. Embora todos eles tenham características de vilões, suas personalidades são muito interessantes e fico curiosa em saber o que irá acontecer quando Rand al'Thor encontrá-los.

Já estou com o sexto volume em mãos, em inglês (porque ainda não foi traduzido para o português), chamado "Lord of Chaos" e iniciarei a leitura em breve. Rumo ao 14º volume!

Avaliação do Perplexidade e Silêncio:





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