Já Li #14 - O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas

Não, você não está vendo errado: na foto de capa deste post, Henry Cavill não interpreta o SuperMan, e sim, o Conde de Monte Cristo, ...



Não, você não está vendo errado: na foto de capa deste post, Henry Cavill não interpreta o SuperMan, e sim, o Conde de Monte Cristo, em uma adaptação da obra para o cinema de 2002. Depois de 170 anos da publicação do livro de Alexandre Dumas, resolvi fazer um post sobre a importância deste livro até hoje, um dos meus clássicos preferidos.

Dumas começou sua carreira como escritor de peças de teatro. Ao ler um livro dele, logo notamos a carga dramática e os diálogos marcados, típicos de uma peça. Depois de um tempo, ele conseguiu juntar dinheiro o suficiente para trabalhar por conta própria em seus livros e, no meio tempo, participava de revoluções francesas, contribuía em motins e tumultos e coisas do tipo.

O protagonista desta estória é o marinheiro Edmond Dantès que, ingênuo, foi acusado de um crime que não cometeu. Edmond foi vítima de um complô chefiado por Fernand, que gostava de sua noiva, Mercedés. Assim, Edmond é enviado para a distante e reclusa prisão do Castelo de If, onde permanece por 14 anos, remoendo a traição que sofreu.
Diz-se que o livro foi livremente inspirado na vida de Pierre Picaud, um sapateiro que queria casar-se com uma mulher da nobreza mas três amigos seus, movidos pela inveja, o acusaram de um crime de espionagem que ele não cometeu. Ele ficou sete anos preso e, quando foi liberto, passou outros dez anos arranjando sua vingança.

Em um determinado momento, Edmond consegue fugir da prisão e decide ir atrás de Mercedés - então casada com Fernand, que conseguiu o que queria. Para poder retornar à sociedade sem ser preso novamente, Edmond cria uma série de disfarces e planeja, muito pacientemente, sua vingança. Com isso, ele trabalha em navios-pirata, se passa por um lorde inglês, e até por um religioso. O leitor acompanha todas estas aventuras de Edmond e todos os disfarces, em detalhes. Por isso, o livro acaba sendo longo, mas muito gostoso de ser lido.

Em um dos seus disfarces, que é o ápice da estória, ele se autodenomina Conde de Monte Cristo, pois, em sua fuga do Castelo de If, ele descobriu um tesouro na ilha de Montecristo, do qual se apodera. Neste momento, ele reúne todas as peças que construiu ao longo dos anos sob os disfarces anteriores, criando uma grande rede para pegar Mercedés e Fernand.

O livro é recheado de personagens (mais de 30!) e é preciso prestar bastante atenção nas tramas e nos planos de vingança de Edmond, pois toda a narrativa está pautada em detalhes e pequenas situações que, no final, mostram sua importância. Edmond é caprichoso e cauteloso e, como consequência, a leitura é lenta. O espírito deste livro é "devagar e sempre", mas vale muito a pena. 
Conforme acompanhamos a evolução de caráter de Edmond, bem como o andamento dos seus planos de vingança, ficamos cada vez mais ligados à estória, ansiosos para saber o que irá acontecer. Edmond sofre uma transformação formidável, indo de um marinheiro ingênuo para um riquíssimo e poderoso Conde. Recomendo muitíssimo a leitura.

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