Desafio Livros pelo Mundo | Suécia: Trilogia Millenium, de Stieg Larsson

No Desafio Livros pelo Mundo , a idéia é encontrar um livro para cada país, que nós já tenhamos lido, e falar um pouco sobre a obra e o es...

No Desafio Livros pelo Mundo, a idéia é encontrar um livro para cada país, que nós já tenhamos lido, e falar um pouco sobre a obra e o escritor.  O objetivo é divulgar a literatura de todos os lugares do mundo, pois muitas obras ótimas são produzidas fora do eixo EUA-Inglaterra.
Para o post de hoje, escolhi falar sobre a "Trilogia Millenium" de Stieg Larsson, escritor sueco que faleceu em 2004. 
Quando vivo, Larsson era jornalista e gostava de se envolver em pesquisas com os extremistas políticos suecos. Acho que este seu olhar fica muito presente e claro na Trilogia Millenium, na forma como ele descreve as personagens e as situações. A trilogia foi publicada somente após sua morte.
A Trilogia Millenium ficou mais conhecida no grande público por causa da adaptação ao cinema do primeiro volume, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", filme de 2011 dirigido pelo incrível David Fincher. Na Suécia, a trilogia é um dos livros mais populares, e há pesquisas que apontam que 3 entre 4 suecos já leram a obra inteira.
Neste primeiro volume da trilogia, a estória gira ao redor do mistério que envolve o desaparecimento de Harriett Vanger. Ela era a próxima herdeira de um império industrial na linha de sucessão de sua família. Para descobrir o que aconteceu com ela, seu avô Henrik contrata os serviços investigativos de Mikael Blomkvist (interpretado por Daniel Craig, no filme). Mikael, por sua vez, vê-se diante do seu declínio profissional e amoroso e, por isso, aceita o caso de Henrik, assim como também aceita o isolamento em uma ilha que isso acarretaria. Para o trabalho de investigação, Henrik também contratou Lisbeth Salander (interpretada lindamente pela Rooney Mara) e ela e Mikael precisam trabalhar em equipe - com todas as dificuldades que isso traz. É um livro, em sua essência, sobre corrupção, moralismo e política, e não se podia esperar nada diferente de Larsson, devido ao seu background de jornalista e ativista. Portanto, pode haver quem não goste do gênero, mas não há como negar que o enredo foi magistralmente escrito por ele.
No segundo livro da trilogia, "A Menina que Brincava com Fogo", Lisbeth e Mikael permanecem os protagonistas mas, agora, tentam desvendar um outro crime, desta vez relacionado com o tráfico de mulheres. O relacionamento entre os dois adquire novas camadas - o que não significa, necessariamente, um envolvimento amoroso. Ambos são bastante enigmáticos e perigosos, o que torna a dinâmica entre eles bastante interessante. E, a exemplo do primeiro livro, as tramas de corrupção, crimes e esquemas retorna.
E é difícil falar sobre o último volume - "A Rainha do Castelo de Ar" - sem dar spoilers, então serei um pouco mais concisa: Mikael e Lisbeth continuam no enredo, como personagens principais, e vários mistérios sobre suas próprias vidas são esclarecidos. No último livro da trilogia, o foco concentra-se mais nos dois e menos em tramas políticas.Temos, também a adição da irmã de Mikael, Annika, e de um terceiro investigador, Jan Bublanski.
Recentemente, o sueco David Lagercrantz foi convidado a continuar a série e, com isso, escreveu um quarto livro, entitulado "A Garota na Teia de Aranha". Como David não partiu dos manuscritos deixados por Larsson, não considerarei que ele faz parte deste mesmo assunto. Talvez, em um próximo post, eu fale mais sobre isso.
Ganhei esta trilogia da minha gêmea Deborah, do blog Constantemente Inconstante, me deu o box há alguns atrás e eu recomendo muito a leitura. 

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