O que aprendi sobre ser escritora com Sylvia Plath

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Recentemente, fiz um post sobre a escritora Sylvia Plath, que pode ser lido aqui. Com ela, aprendi algumas coisas sobre ser escritora, e aqui estão as preciosas lições que ela deixou pelo mundo, junto com sua obra.





Tudo o que acontece ao nosso redor pode servir de insumos para uma estória: as nossas experiências boas, as ruins, as experiências das pessoas com as quais convivemos, um filme, uma aventura, um sonho - até os pesadelos. Tudo pode ser material para a escrita, e nada deve ser descartado do nosso repertório.





Não tenho orgulho de tudo o que escrevi até hoje. Mas continuo escrevendo mesmo assim. Escrever não é um dom divino, e sim, uma habilidade como qualquer outra: requer treino e prática para ficar bom. 

Escrever bem exige disciplina do escritor. Por tratar-se de algo essencialmente criativo, é fácil cair na tentação de deixar um livro de lado porque a inspiração não veio. Nem sempre ela virá, e, ainda assim, é preciso trabalhar a escrita.


Acho essa lição da Sylvia Plath uma das mais difíceis de ser aprendida. Nós aprendemos, desde criança, que para sermos profissionais em algo precisamos estudar formalmente o assunto (na escola, na faculdade, na pós-graduação) e, também, ser remunerado. Existe faculdade de "Ser Escritor"? Não. Quando eu escrevo um livro mas não ganho dinheiro com ele, sou um escritor profissional mesmo assim? Está aí uma pergunta que ainda não consigo responder sem pensar um pouco.

Ou um caderno de anotações. Modernizando o conselho de Sylvia Plath, mantenha um blog também. O formato não importa. O objetivo é reunir memórias, impressões, acontecimentos, idéias e sensações em algum lugar, que servirá como um depositório do que é importante ser escrito.

Aquele estereótipo de um escritor isolado em uma cabana de madeira no meio da floresta com sua máquina de escrever pode ser muito poético, mas não é nem um pouco produtivo. O isolamento e a solidão são bons, com certeza, mas eles não terão material com o que trabalhar se não tivermos conexões com o mundo lá fora. Sem as conexões, somos vazios. E o vazio não produz muita coisa, depois de um tempo.

Mesmo que tenhamos publicado um livro, sejamos reconhecidos e tenhamos fãs, ainda assim - principalmente assim - sempre existe conhecimento a aprender, experiências a se viver e lugares para se ir. A arrogância mata a escrita antes mesmo dela nascer.

Enquanto a inspiração não vem, enquanto a idéia para o final magnifíco do livro não aparece, o melhor a se fazer é buscar em outros escritores aquele lampejo que falta. Ler uma frase bem lapidada, com a escolha perfeita das palavras, desbloqueia a criatividade.

Muitas pessoas escrevem o que está na moda ou adaptam suas estórias e seu estilo ao que é comercialmente mais vendável. Para ser um bom escritor, um autêntico escritor, temos que ser verdadeiros. E esta verdade é automaticamente transmitida para as personagens e para a estória, tornando aquele universo único e digno de respeito.

Se não há prazer na escrita, então talvez estejamos escrevendo a coisa errada. Escrever é para ser algo delicioso, do tipo de coisa que mal podemos esperar chegar em casa para fazer e, consequentemente, queremos escrever tudo, cada detalhe, cada nuance, todas as coisas que envolvem aquela estória. Porque é tremendamente gostoso.

A parte que eu mais gosto em mim é a Escritora. E esta parte nunca deixarei morrer.

No blog Nina é uma, existe uma série de posts com Dicas para Escritores e são dicas muito legais. Não deixem de ler! Para ver os posts da Nina, clique aqui.

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2 comentários

  1. Oi, Ruh!

    Adorei a postagem, tem uma temática parecida com as minhas #Dicas. Estou passando por uma fase muito ruim na escrita (e mesmo na leitura). Estou meio longe dessas duas coisas, não consigo me concentrar em nada. Antigamente, eu conseguia chegar à noite das aulas e escrever um pouco, agora, eu chego, janto e vou dormir D: Esse ano está péssimo para mim devido a fatores familiares, também. Nunca li nada da Sylvia Plath, mas para uma cadeira da faculdade, a gente vai ter que ler um livro que é meio que uma biografia dela, fiquei animada!

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  2. A 8 é a que eu mais faço. Passei esse carnaval sem escrever nada, porém li muito e fui percebendo erros que cometia com meu livro. "Tudo é útil", com certeza. Comecei meu livro por causa de um problema de saúde que eu tive. Escrever por diversão e amor é maravilhoso! Eu amo o que faço, e não quero fazer por moda ou dinheiro.
    Ótimas dicas. bjs bjs
    formula-amor.blogspot.com

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