Sugestão de Leitura: Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

O autor Aldous Huxley era um escritor inglês que acreditava cientificamente nos poderes do LSD como  acelerador dos processo...



O autor

Aldous Huxley era um escritor inglês que acreditava cientificamente nos poderes do LSD como 
acelerador dos processos mentais e, consequentemente, da criatividade e imaginação das pessoas. Ele também acreditava que o ser humano ainda não havia atingido seu ápice e poderia fazer muito mais, com uma ajudinha do LSD. Ele vinha de uma família altamente aristocrata e seu avô era defensor ferrenho das teorias da evolução de Darwin - influência que fica nítida na obra desta Sugestão de Leitura.

Infelizmente, no fim de sua vida, o uso excessivo da droga foi degenerando suas capacidades, chegando ao ponto dele não mais conseguir falar. Morreu horas depois de uma injeção de uma dose alta de LSD, aos 69 anos de idade. 

No livro "Admirável Mundo Novo", Huxley inventou uma substância química/droga alucinógena chamada Soma, que conferia prazeres surreais aos personagens do livro sem provocar nenhum mal à saúde ou efeito colateral. O Smashing Pumpinks  inclusive fez uma música chamada Soma em homenagem. 


Por que escolhi este livro?


"Admirável Mundo Novo" é uma obra atemporal. Surpreendemente, foi escrita em 1932 mas é tão atual que poderia ter sido lançada ontem. Trata-se de um mundo de ficção científica num futuro distante (no entanto, próximo a nós e muitíssimo parecido com nossa sociedade atual, em diversos aspectos). Neste mundo, as pessoas são determinadas biologicamente a fazerem parte de uma determinada casta, e cada casta funciona como uma classe/camada da sociedade. (E você aí achando que a premissa de Divergente era original!).

Qualquer dúvida, valor moral ou pressuposto ético que a pessoa tinha logo era dissipado pela Soma. Portanto, além da divisão biológica das castas, não há mais nada que guie a sociedade neste mundo futurista dele. Não há famílias nem casamentos, já que as pessoas são determinadas biologicamente.

As castas são: Ípsilon (Preta), a mais baixa de todas, onde ficam as funções mais braçais e serviçais da sociedade; Delta (Cáqui), produzidos em massa através de clonagem, que ficam com os trabalhos manuais; Gama (Verde) que trabalham com funções de baixa inteligência e semi-qualificação; Beta (Roxo) pessoas mais inteligentes e que assessoram quem está no poder e Alfa (Cinza) que é o grupo superior da sociedade, o topo de tudo, donos do mundo.
Cada pessoa é condicionada através da técnica de Pavlov para aceitar e estar feliz com a casta que lhe foi dada. (E você aí achando que a premissa de Divergente era original!)²

O livro é uma distopia, ou seja: utopia é quando algo é criado com ideais de perfeição e felicidade suprema, enquanto a distopia é criada com base na opressão e autoritarismo.

No meio disso tudo, Bernard Marx (um Alfa e psicólogo) conhece Lenina, que o leva a uma "sociedade alternativa" chamada Malpaís, onde moram os selvagens. Os selvagens tem todos os costumes que nós temos: casam-se, tem filhos, possuem regras de convivência, escolhem o que querem fazer e trabalhar, etc. Bernard fica chocado e percebe que a sociedade em que vivia antes é uma mentira e decide revolucinar tudo.

Daí para frente, seriam spoilers, então encerro aqui a descrição do livro.

Se hoje temos Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner e tantos outros, não se engane: tudo começou com o titio Huxley lá no início do séc. XX.

Não-recomendação adicional: este livro possui um filme de 1980 que é horroroso. Não assista. Leia o livro!

Super-recomendo: E assim como na sugestão de leitura anterior, este post tem seu duplo, no espaço nerd dos meus amiguinhos do Taverna do Aventureiro. O post fala sobre outros filmes e livros de ficção científica que valem muito a pena conhecer, como Blade Runner, ovelhinhas elétricas e outras coisas. Não deixe de ler, eles são simpáticos! O post está aqui.

Sugestão de Leitura anterior: Sob a Redoma, de Stephen King

Posts Relacionados

Comente com o Facebook

1 comentários

  1. Oi, Ruh!
    Mais uma vez, você está me convencendo a ler outro livro de sua lista de sugestões! Já ouvi falar dele, mas nunca tive curiosidade de lê-lo (na verdade, eu mal sabia sobre o que se tratava até ler esse post! #vergonha). Gostei muito da premissa e da história, com certeza, acabou de entrar para a minha lista de leitura desse ano! Obrigada pelas suas sugestões, o que mais gosto sobre elas é que são livros meio que clássicos e que eu nunca teria vontade de ler por conta própria!

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

    ResponderExcluir