Cantinho do Perplexidade e Silêncio

Como uma boa filha única, sempre tive uma necessidade enorme de ter o meu espaço, o meu canto. Desde criança, quando ainda morava na c...


Como uma boa filha única, sempre tive uma necessidade enorme de ter o meu espaço, o meu canto. Desde criança, quando ainda morava na casa da minha avó aqui em São Paulo, meu quarto tinha um lugar específico onde eu lia e me recolhia no meu próprio mundo. Anos depois, quando passei a morar sozinha, mesmo tendo todo o apartamento ao meu dispor, lá estava aquele pedacinho de sossego e silêncio, me esperando para descansar o coração. Este canto é de onde escrevo, penso, imagino e crio tudo o que acontece aqui no Perplexidade e Silêncio.

Entretanto, depois de alguns descompassos da vida e do tempo, este teco de Terra Sagrada perdeu-se em meio ao tumulto e às mudanças que a minha própria história me reservava. Um pouco sem rumo aqui e ali, a escrita e a necessidade de criar continuaram surgindo, mas em meu coração eu sentia que havia alguma coisa faltando. Onde estava o meu cantinho, nesta nova ordem das coisas?

Então, em um destes momentos delicadamente mágicos, onde uma pessoa especial toca seu destino e altera o percurso do rio, o Rei do meu castelo colocou ordem na bagunça, renovou espaços, tirou pó dos móveis e fez meu pequeno mundo de imaginação voltar aos eixos. E, como resultado disso, compartilho aqui onde o Perplexidade e Silêncio acontece.


A famosa Olívia, minha máquina de escrever (que sim, ainda funciona!) e é modelo de vários posts aqui do blog, como esta Sugestão de Leitura, por exemplo.



É claro que não poderia faltar um balão, símbolo do Perplexidade e Silêncio, neste meu cantinho tão especial. Este balão foi feito de papel e pintado com aquarela, pelo Diogo, o Rei. 


Aqui duas coisas extremamente importantes para mim. A primeira é este livro, o primeiro livro que escrevi e o único que tenho impresso em formato de publicação. Este livro chama-se De-formação e é do período de 2006 a 2008, quando escrevia pequenas crônicas e reflexões. A segunda coisa é a Lana, minha Diana Mini e onde todo o mundo de fotografia começou para mim - além disso, a Lana foi o primeiro post do Perplexidade e Silêncio, já leu?


E, por fim, o quadro da pintura de aquarela que o Diogo fez para mim, reproduzindo a Olívia. A frase é do filme "As Vantagens de Ser Invisível", filme/livro preferidos por aqui. Esta pintura, de perto, é lindíssima! 

E, no momento em que escrevo este post, está chovendo e sinto o cheirinho da chuva vindo pela janela. Então, percebo que tudo está perfeito, e me sinto feliz.


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1 comentários

  1. Ai que delícia seu cantinho! :) invejei (de um jeito bom, sabe) a Olívia. Lindinha, e o que pode ser mais mágico do que um objeto que acelera a tua escrita, mas entrega as folhas ali, na hora?
    Também tenho essa mesma necessidade de ter um cantinho pra mim, pra me recolher e ser eu mesma, sem ninguém mais por perto. Que bom saber que nao sou a unica ^^
    beijos!!

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