Rory Gilmore Books Challenge | O Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence

Uma das melhores coisas da série Gilmore Girls era a Lorelai Gilmore, também conhecida como Rory. Inteligente, estudiosa, sem paciência ...


Uma das melhores coisas da série Gilmore Girls era a Lorelai Gilmore, também conhecida como Rory. Inteligente, estudiosa, sem paciência para relacionamentos amorosos adolescentes e criada pela mãe solteira, Rory é uma daquelas personagens femininas que nos inspiram até os dias atuais. Ao longo da série, ela menciona 340 livros e este desafio é sobre ler todos eles. Para saber quais livros do desafio o Perplexidade e Silêncio já leu, clique aqui (alguns posts são feitos para outras sessões do blog, mas fazem parte da lista de livros da Rory).

Neste post, escolhi falar sobre um dos primeiros clássicos que tive a oportunidade de ler, "O Amante de Lady Chatterley", escritor por D. H. Lawrence. Lawrence escreveu na época em que a modernidade e a indústria estavam despontando (início do século XX) e, por isso, seus livros exploram assuntos como a adaptação do homem neste novo cenário e seus instintos e sentimentos. Mas, Lawrence enfrentou pré-conceitos e costumes ainda presos ao século anterior, e teve que lidar com uma sociedade ainda conservadora e tradicionalista, mesmo em meio ao progresso.

"O Amante de Lady Chatterley" foi publicado em 1928 e criou polêmica porque aborda um relacionamento extraconjugal (o que já era chocante) entre uma mulher da elite com um homem da classe operária. A presença da classe operária demonstra o progresso da indústria que mencionei anteriormente.

Constance, a tal Lady Chatterley, é casada com Clifford, ambos da elite e ele é descrito como o "marido dos sonhos": bonito, forte, rico e bem humorado. No entanto, Clifford sofreu um atentado na Primeira Guerra Mundial e voltou desta paralisado da cintura para baixo. Por causa disso, ele se torna distante e taciturno, provocando um grande distanciamento de Lady Chatterley. Frustrada sexualmente, Lady Chatterley volta sua atenção para um dos empregados, Oliver Mellors. 

Conforme o caso deles se torna mais frequente e ~ caliente ~, o espírito de Constance também vai mudando. Ela fica mais eloquente e mais destemida para expôr suas opiniões em seu círculo social que, por ser bastante elitista, também acaba sendo preconceituoso em relação às classes operárias. Constance passa a adquirir e manifestar pontos-de-vista políticos diferentes e vanguardistas, o que causa um choque na alta sociedade. Depois, as pessoas (inclusive o marido) descobrem seu caso extraconjugal e entendem as razões da sua mudança de comportamento.

Na narrativa em si, não aparece nada muito chocante, portanto, não espere por um romance hot. O caso extraconjugal deles é descrito com bastante sutileza e poucos detalhes, o que pode desapontar alguns leitores. 

Recomendo a leitura porque achei vanguardista da parte de Lawrence escrever sobre a libertação sexual da mulher em pleno início do século XX. Estamos quase cem anos à frente desta obra e ainda lutamos pela libertação feminina em muitos aspectos. Por isso, admiro a coragem de Lawrence em escrever uma personagem mulher polêmica e interessante.

Avaliação do Perplexidade e Silêncio: 

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