Como escrevo um livro #3 : O Arco de Oito Pontos

Da mesma forma que é importante construir as personagens de forma estruturada, como mostrei no post anterior , também é fundamental que...


Da mesma forma que é importante construir as personagens de forma estruturada, como mostrei no post anterior, também é fundamental que o escritor organize o enredo da estória. Desta forma, o escritor garante que a narrativa será consistente e empolgante, sem furos de lógica ou momentos entediantes. 

Existem vários métodos de estruturação de um livro. Comentei anteriormente sobre A Jornada do Herói, e para meu novo livro, adotei a técnica do Arco de Oito Pontos, de Nigel Watts.


Esta técnica consiste em organizar a série de eventos da estória, de forma que o escritor não se perca. Com isso, o leitor fica atento ao enredo, pois ele sente a série de acontecimentos formando um arco que culmina com o clímax da narrativa. Esta técnica também propõe que o escritor tenha foco em cada fase do enredo.

Antes de sentar e escrever o livro em si, adotei a técnica para estruturar meu pensamento. Muitas idéias iam e vinham e, por vezes, tive receio de me perder. Por isso, os Oito Pontos foram fundamentais para me manter no rumo certo. Conforme fui escrevendo a estória, segui uma dica do Nigel: destacar em outra cor as partes da idéia que precisam ser retomadas e aprofundadas. Isso evita aqueles buracos na narrativa que tanto odiamos, enquanto leitores.

Outro aspecto importante é que a técnica me fez dar maior detalhamento do Desfecho e me fez perceber a importância do fechamento da estória. Até chegar no Clímax (ponto 6), eu estava tranquila, pois já tinha construído na minha cabeça quais seriam os acontecimentos, a ordem deles, os aspectos mais relevantes, e assim por diante. Porém, depois disso, eu travei por um longo tempo. Não sabia como fazer o fechamento da estória, e a técnica do Nigel me ajudou muito.

Fiz, depois, uma revisão da estrutura, pois percebi que as personagens tomaram um rumo diferente do que eu tinha planejado no início. Esta é outra coisa importante: o desapego às idéias. Se surge uma melhor, substitua, sem medo!

Continue atento! Mais posts sobre o processo criativo do meu novo livro estão por vir!

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