Top 5 | Meus cinco livros preferidos de ficção-científica

A ficção-científica é um gênero literário que existe desde o século 19 e aborda temas relacionados à Ciências e à Tecnologia e como amba...


A ficção-científica é um gênero literário que existe desde o século 19 e aborda temas relacionados à Ciências e à Tecnologia e como ambas influenciam a sociedade e os seres humanos. É um dos gêneros mais interessantes e criativos e, por isso, escolhei meus cinco livros preferidos de ficção-científica.

O primeiro livro reconhecidamente publicado como ficção-científica é "Frankenstein", de Mary Shelley. Depois, tivemos "O Médico e o Monstro", de Robert Luis Stevenson. É claro que, quanto mais evolui nossa Ciência e nossa Tecnologia, mais a literatura precisa imaginar e transcender a realidade, trazendo elementos novos que ainda não existem na vida real. 

O Problema dos Três Corpos, de Cixin Liu

De longe, este livro foi o mais intelectualmente desafiador que já li. O escritor chinês Cixin Liu - primeiro escritor não anglo-americano a ganhar o prêmio Hugo de ficção-científica - misturou elementos políticos da Revolução Cultural chinesa dos anos 60 e 70, Física e Astrofísica, contato com seres extraterrestres e vídeogame. A princípio, parece que as estórias de Wenjie Ye e Miao Wang, os dois protagonistas, nunca vão se conectar, pois Cixin Liu aprofunda bastante ambas as personagens. A conexão entre eles aparece no meio do livro, quando o leitor descobre que a física Wenjie Ye está por trás de uma organização secreta. Sem dúvidas, foi o melhor livro do gênero que já li até hoje e, por ele ser muito complexo, recomendo ler a resenha completa aqui.

A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula K. Le Guin

Para mim, quando se trata de escrever sobre ficção-científica, ninguem bate esta mulher. Ursula K. Le Guin é uma escritora sensacional e aqui no blog também já falei sobre "O Ciclo Terramar" e seu conto de viagem no tempo. 
Em "A Mão Esquerda da Escuridão", Ursula criou um universo onde os seres são andróginos: não há distinção entre homens e mulheres, pois todos são ambos. Genly Ai é enviado ao planeta Gethen (ou Inverno) com a missão de convencer seus governantes a se aliarem a um grupo de 80 planetas, formando uma aliança universal. Genly é da raça humana, porém, ele não é exatamente como nós. Ursula postula como seria a evolução do ser humano e da Terra. Com isso, ele é um homem heterossexual e sente as diferenças de estar numa sociedade onde não existe gênero. Genly também precisa lidar com a cultura diferente deste planeta e com as sutilezas dos relacionamentos, tanto políticos como pessoais.
Para ler a resenha completa deste livro, clique aqui.


Duna, de Frank Herbert

Duna, na realidade, é todo um universo criado por Frank Herbert que abrange seis livros iniciais, escritos por ele, e outros seis livros escritos por seu filho. Os doze livros, juntos, compreendem um período de 17 mil anos.
"Duna", o primeiro volume, conta a estória de Paul Artreides. Sua família já governa um dos planetas, chamado Caladan, mas é enviada em uma emboscada para outro planeta, Arrakis, devido a disputas pelo poder político da Galáxia. Cada planeta corresponde a uma Casa e a família que tiver domínio sobre mais planetas/Casas, conquista o poder da Galáxia.
Arrakis, no entanto, é um planeta completamente inabitável, ou assim Paul pensa a princípio. Dominado pelo deserto, Arrakis não possui água nem recursos naturais, o que confere uma vida sintética e artificial ao povo que sobreviveu às suas condições extremas, os fremen. Com a morte de seu pai, Paul se vê diante de uma série de desafios: governar um planeta ecologicamente morto, conquistar a confiança dos fremen, adaptar-se à tecnologia de Arrakis e descobrir as tramas políticas que estão em jogo. 
É uma leitura densa e difícil, mas que vale muitíssimo a pena. O universo de Duna é impressionante.
Para ler a resenha completa, clique aqui.

Eu, Robô, de Isaac Asimov

O livro foi escrito entre os anos de 1940 e 1950 e Asimov imaginou que, por volta dos anos 1990 a 2000, o mundo já teria sido dominado pela presença de robôs e os seres humanos já estariam vivendo em outros planetas, além da Terra. Tais robôs possuem cérebros e emoções e, por isso, estão sujeitos a certas leis (As Três Leis da Robótica), leis estas que visam reafirmar a segurança dos humanos frente esta inteligência dos robôs.
O livro é composto por nove contos e todos eles estão interligados pela figura da Dra. Susan Calvin, uma psicóloga de robôs.
As mesmas personagens vem e vão ao longo dos nove contos e os dilemas éticos e tecnológicos envolvendo os robôs vão ficando cada vez mais complicados, culminando com o excelente conto chamado "Evidência", onde os limites entre humanos e robôs não são mais percebidos.
Aqui no blog, fiz uma análise "O livro ou o filme?" desta obra, que pode ser lida aqui.


Oryx e Crake, de Margaret Atwood

Margaret Awood é outra escritora sensacional de que faço questão de falar aqui no blog. Por aqui, também teve resenha do maravilhoso "O Conto da Aia" e "O Ano do Dilúvio".
O livro começa com o Homem das Neves, um homem que mora sozinho em uma praia, em um mundo pós-apocalíptico. Ele luta por sua sobrevivência e convive com cinco criaturas, semelhantes a seres humanos mas modificadas geneticamente (como muita coisa ao seu redor). Logo no início do livro sabemos que ele é o único ser humano "original" que restou no mundo, mas não sabemos por quê, como ou quem causou o apocalipse.
Aos poucos, através dos flashbacks, o leitor conhece quem é o Homem das Neves, um rapaz chamado Jimmy que, em uma versão muito anterior dele mesmo, relacionou-se com o gênio Crake e com a misteriosa Oryx.
Para ler a resenha completa, clique aqui.

Se quiser me contar quais são os seus livros preferidos de ficção-científica, deixe aí nos comentários que vou adorar saber!

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1 comentários

  1. Oi, moça!

    No Leia Mulheres daqui A mão esquerda da escuridão estava entre os títulos sugeridos, mas o pessoal não é fã de sci-fi e vetou </3
    Mas, por causa de você, quero muito lê-lo. Você já falou dele outras vezes e tive lendo sobre a autora - o que me convenceu mais ainda.
    Não sou fãzona do gênero, mas acho legal ter algum conhecimento.

    Love, Nina.

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