5 séries literárias que desisti de ler, parte 2

Por mais que eu adore uma série literária e deteste desistir de livros, às vezes desistir é o melhor que podemos fazer. A vida é muita curta...

Por mais que eu adore uma série literária e deteste desistir de livros, às vezes desistir é o melhor que podemos fazer. A vida é muita curta para perdermos tempo com livros ruins, certo? Depois do sucesso da primeira parte deste tema, resolvi falar sobre mais cinco séries que abandonei e não pretendo terminar.

Para conferir a primeira parte da lista, clique aqui: 5 séries literárias que desisti de ler, parte 1

Trilogia Shiva, de Amish Tripathi
A premissa do enredo é contar a história do homem que, posteriormente, transformou-se na grande Divindade do Hinduísmo. Shiva, portanto, na estória, é um guerreiro tibetano destemido, inovador e espirituoso, que se vê como um estrangeiro nas terras da Índia. Seus modos e, principalmente, seu temperamento são vistos como diferentes e incompreensíveis, e o próprio Shiva tem dificuldades de adaptar-se aos costumes indianos.
Ele ainda não compreende inteiramente qual é o conflito que existe entre os Suryavanshi e os Chandravanshis e, por isso, não se sente confortável lutando uma guerra que ele nem sequer entende. Shiva também fica incomodado com a deferência com a qual é tratado, uma vez que não se julga merecedor dela.
O primeiro livro da trilogia, "Os Imortais de Meluha", eu gostei. Fiquei empolgada com a originalidade da narrativa e parti para o segundo livro, "O Segredo das Nagas", e foi aí que perdi o interesse na série. Amish não soube manter a personalidade forte de Shiva e ele ficou apagado e em segundo plano, mesmo sendo o protagonista da série.
Para ler as duas resenhas, clique nos links abaixo:
Trilogia Merlin, de Mary Stewart
A premissa desta trilogia é contar a infância de Merlin e sua vida pré-Artur, suas origens, pais, experiências e passado, desde quando era ainda uma criança. Mary Stewart decidiu misturar elementos de ficção com fatos históricos para criar uma narrativa mais completa da vida de Merlin.
Em uma destas andanças, ele conhece um eremita chamado Galapas que mora em uma caverna. Este senhor começa, então, a ensinar uma série de coisas a Myrddin, e logo percebemos que são estes ensinamentos que o tornarão o Merlin feiticeiro que conhecemos. E, claro, a tal caverna tem alguns cristais misteriosos, que dão título ao primeiro volume.
Achei a escrita arrastada e entremeada por descrições desnecessárias para a trama, como, por exemplo, das regiões, da geografia e das condições climáticas. Isso tornava os parágrafos longos e a ação demorava a acontecer, e eu acabei perdendo o interesse ao longo da narrativa.
Para ver as resenhas dos dois primeiros volumes, veja abaixo:
The 100, de Kass Morgan
A história é narrada em terceira pessoa e os capítulos se alternam entre os pontos-de-vista das personagens centrais da trama: Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Eles são quatro dos cem escolhidos para retornar à Terra e checar se ela pode ser habitada novamente. Estes escolhidos são, na verdade, presidiários da Nave, senteciados à morte por crimes cometidos antes dos 18 anos. Eles poderiam receber um perdão quando completassem a maioridade, mas o Governo precisava de seres humanos para testar a atmosfera da Terra e, uma vez que eles são considerados o lixo de sua sociedade, estes cem presidiários são colocados numa nave e forçados em direção à Terra.
No fundo, este é um livro de amor, e não de ficção-científica e, por isso, me decepcionei. Seria muito mais interessante se Morgan tivesse pensado em personagens mais heterogêneas, com motivações e objetivos diferentes entre si, o que também traria mais conflitos à obra. Desta forma, achei um livro meloso, que pecou por não aproveitar seu enorme potencial de aventuras, fantasia e scifi, desperdiçando uma excelente premissa.
A resenha completa está aqui: Já Li #28 - The 100 (Os Escolhidos), de Kass Morgan

Trilogia Carbono Alterado, de Richard Morgan
A premissa deste livro (e da trilogia) é um futuro pós-apocalíptico no qual duas evoluções tecnológicas principais acontecem: 1) os planetas próximos à Terra foram conquistados e colonizados pelos seres humanos, ampliando as dimensões do Sistema Solar e permitindo o trânsito, o comércio e as leis entre vários planetas. O protagonista da estória, Takeshi Kovacs, é do planeta chamado Mundo de Harlan, que foi anteriormente descoberto e colonizado por japoneses e eslavos. 2) O ser humano tornou-se imortal (ou quase). A alma das pessoas é arquivada em cartuchos e estes cartuchos fazem backups diários de todas as memórias, pensamentos e sentimentos daquela pessoa. Quando o corpo da pessoa morre, o cartucho é reinstalado em um novo corpo, e ela continua sua vida de onde o backup parou. A pessoa só morre definitivamente se o seu cartucho é destruído ou se ela é neocatólica, pois a religião não permite que a pessoa seja ressuscitada, tendo o seu cartucho incinerado.
Morgan parece ter se perdido ao escrever sobre a investigação do suicídio de Bancroft e, lá pela metade do livro, havia personagens e subplots demais para serem administradas. A trama foi ficando confusa e extensa, sendo retomada no final de uma forma mais afobada e confusa.
Para ver a resenha completa, veja este post: Já Li #66 - Carbono Alterado, de Richard Morgan

Trilogia Mapmakers, de S. E. Grove
A história gira ao redor de Sophia Tims, filha de dois exploradores aventureiros que se perderam na última expedição e nunca mais voltaram para casa. Depois deste desaparecimento, Sophia foi criada por seu tio Shadrack, um cartógrafo experiente e dedicado. Eles vivem em um mundo que sofreu a Grande Ruptura, explicada no prólogo do livro: em um determinado momento da História, o Tempo se fragmentou pelo mundo e, como consequência disso, cada país/região ficou em uma timeline diferente. Ou seja, há lugares que estão na Idade Média, outros lugares estão na década de 30, outros estão ainda na Pré-História, e assim por diante. Desta forma, os exploradores não apenas viajam entre lugares, como também viajam entre as diferentes Eras do planeta, tentando descobrir o que gerou esta Ruptura do Tempo.
Um aspecto que me incomodou no primeiro volume, "O Mapa de Vidro", foi a grande quantidade de elementos mágicos jogados na trama, de forma um tanto caótica e sobreposta. S. E. Grove tem idéias incríveis e muito originais, mas acredito que ela tenha pecado pelo excesso. Várias personagens e situações são inseridas, aparentemente, de forma aleatória à estória, o que não me agradou.
Aqui no blog, resenhei os dois primeiros volumes da trilogia:
Já Li #49 - Série Mapmakers, Vol.2: O Amuleto de Ouro, de S. E. Grove

E você, quais séries você largou no meio do caminho?

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