Já Li #12 - A Corte do Ar, de Stephen Hunt

A literatura steampunk é um subgênero da ficção científica e, por isso, sempre me chamou a atenção. Depois da minha experiência frustan...



A literatura steampunk é um subgênero da ficção científica e, por isso, sempre me chamou a atenção. Depois da minha experiência frustante com "A Máquina Diferencial", resolvi dar uma chance para "A Corte do Ar", de Stephen Hunt.

"A Corte do Ar" é o primeiro dos seis volumes que compõem a série "Jackelian", de Stephen Hunt. As estórias se passam em um mundo imaginário vitoriano, cuja tecnologia e economia são baseadas no vapor. Hunt criou mapas, criaturas, máquinas, sistemas e leis.

Neste primeiro livro, o enredo gira em torno de duas crianças: Molly Templar e Oliver Brooks. Ambos estão fugindo de pessoas que tentam matá-los e ninguém sabe o motivo desta ameaça contra a vida deles. Molly, orfã, suspeita que há algo relacionado com seu verdadeiro pai, que ela não sabe quem é mas suspeita que seja alguém importante do Governo. Oliver, por sua vez, é protegido por um membro de moral duvidosa da Corte do Ar, enquanto foge pelo mundo.

Particularmente, não gostei do livro e fiz um esforço enorme para terminá-lo, depois de abandoná-lo várias vezes e retomar a leitura por pura teimosia. A escrita de Hunt é arrastada e lenta, o que é um ponto bem desfavorável. Além disso, ele introduz os conceitos de steampunk e do mundo que construiu de forma aleatória pela estória. Não tenho nenhum problema com livros que precisam de consultas recorrentes ao glossário - muito pelo contrário, adoro escritores que criam mundos detalhados e precisos. O que me incomodou, neste caso, foi que os conceitos e palavras que ele inseriu ao longo da narrativa não eram fundamentais para o entendimento da estória, e fiquei com a sensação de que ele os colocou por pura arrogância. E, para piorar o cenário, os diálogos eram sofríveis: a quantidade deles ao longo do livro foi exagerada, o conteúdo dos diálogos era irrelevante para o andamento da estória, todas as personagens falavam do mesmo jeito (não havia personalidade nas falas de ninguém) e nada era explicado com clareza. Ou seja, não é difícil perceber que não recomendo esta leitura, mesmo para fãs de steampunk. Não vale a pena.

E você, já leu este livro? Me deixa sua opinião, vou adorar saber!

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2 comentários

  1. Acreditas que nunca li nenhum livro do estilo steampunk! Até tenho em casa mas não parei para ler. Esses que vc citou ainda não conhecia. Boas dicas.
    Beijos
    Adriana

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    1. Oi Dri, qual você tem em casa? Fiquei curiosa (:

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