Sutilmente, de Nina Spim

Já falei sobre a Nina Spim aqui no blog anteriormente em diversas ocasiões. Recentemente, sugeri a leitura de dois contos dela neste ...



Já falei sobre a Nina Spim aqui no blog anteriormente em diversas ocasiões. Recentemente, sugeri a leitura de dois contos dela neste post e, este mês, ela decidiu publicar seu terceiro conto, entitulado Sutilmente.

Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca.

A narradora começa a estória avisando: "Eu ligo pras nuances que todo mundo ignora." e logo o leitor constata que isto é uma verdade. O conto Sutilmente é exatamente sobre isso: nuances, profundezas, sutilezas. Aqueles pequenos detalhes invisíveis e indizíveis que existem em certos relacionamentos que nós temos, mas que todos fingem não perceber.

Embora o cenário de fundo do conto seja uma escola, acredito que este tipo de relacionamento subentendido entre Giovana e Laura acontece conosco várias vezes, ao longo da vida. É aquele tipo de relacionamento que não conseguimos compreender racionalmente por completo - temos a sensação de que existe, ou de que não existe, mais alguma coisa, e esta "mais alguma coisa" é o que nos torna presos a ele.



Todo o conto é narrado do ponto-de-vista de Giovana. O primeiro trecho dele mostra todo o fluxo de pensamentos e sentimentos que acomete a garota quando chega uma nova aluna à classe, chamada Laura. Assim, logo no início do conto, o leitor já se aproxima das sutilezas do relacionamento. Embora Giovana encadeie uma série de motivos e razões para aproximar-se de Laura, quando ela expõe e concretiza tais pensamentos e sentimentos em ações, percebe que nada faz sentido para Laura, que está de fora deste redemoinho que se passa dentro de sua mente.


À distância, Giovana tenta ler e compreender quem é aquela garota nova, imaginando e visualizando estratégias de aproximação. Giovana também quer ressaltar para Laura que ambas tem afinidades e similaridades. O problema é que Giovana percebeu tudo isso somente observando Laura de longe, sem nenhum embasamento concreto que possa desarmar a nova aluna.



As personagens secundárias do conto - os amigos de Giovana, o professor de Matemática, os demais alunos da classe - tem o papel importante de ressaltar o desconforto e o não-pertencimento de Laura àquele novo grupo que ela está inserida. Com isso, Giovana se coloca em uma posição protetora, querendo oferecer um mundo para Laura, situá-la em algum lugar e lhe proporcionar algum tipo de amizade, suporte, relação ainda não definida.



Porém, as situações ficam mais complicadas e complexas quando Giovana percebe que, talvez, Laura não precise de proteção nem de amizade. Que, talvez, ela tenha entendido e lido a garota nova de um jeito meio equivocado. Com isso, Giovana precisa reajustar as suas expectativas e as suas estratégias de aproximação com Laura.

Além das sutilezas e nunaces que existem nas relações, o conto também fala sobre como os relacionamentos são difíceis. Precisamos sair de nossas próprias zonas de conforto e tentar entrar nas bolhas que as pessoas criam ao redor de si, e se nos aproximamos com força demais de uma bolha, ela estoura. É preciso ir com calma e cautela, muitas vezes, estudando e conhecendo aos poucos a pessoa com quem queremos nos relacionar. Não é uma tarefa simples, de forma nenhuma. 

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