Top 5 | Cinco Escritores de Literatura Infantil

Eu nunca deixei de ser criança - e espero que você também não. Por isso, até hoje gosto muito de Literatura Infantil e resolvi escolher...


Eu nunca deixei de ser criança - e espero que você também não. Por isso, até hoje gosto muito de Literatura Infantil e resolvi escolher cinco dos meus autores preferidos do gênero.

Clarice Lispector

Anteriormente, mencionei algumas obras de Clarice Lispector, em um pequeno guia sobre a autora. Além destas, Clarice escreveu quatro livros infantis (na foto, acima). Ela começou escrevendo sobre um coelho que tenta entender os mistérios da vida - a pedido de seus filhos, que adoravam coelhos. O segundo livro fala das confissões da própria Clarice, que matou um peixe, e sobre bichos de estimação. Mas os meus preferidos são os dois últimos.
"A Vida Íntima de Laura" conta a estória da galinha Laura que, apesar de ser burra, tem seus "pensamentozinhos e sentimentozinhos". Em "Quase de Verdade", o livro é narrado pelo seu cachorro da infância, Ulisses, enquanto Clarice apenas ouve seus relatos.

 Maurice Sendak

Maurice é mais conhecido pela sua obra "Onde Vivem os Monstros", mas ele tem outros 18 livros infantis publicados e ilustrou mais de 50 outros. Falecido em 2012, ele viveu sua infância na Segunda Guerra Mundial, com um detalhe importante: a família dele era judia. Ele encontrou nas estórias infantis uma maneira de oferecer às crianças o que ele mesmo não teve.
"Onde Vivem os Monstros" é o segundo livro de uma trilogia. O primeiro é "In The Kitchen Night", quando um menino foge para a cozinha e descobre alguns mistérios dentro de um bolo, e o terceiro é "Outside Over There", que fala de uma menina que precisa recuperar sua irmã mais nova de duendes que a sequestraram.

Jean de La Fontaine

Escolhi este autor porque ele re-criou as fábulas em contos mais modernos para as crianças. Além disso, lembro que um dos primeiros contos que ouvi quando era criança foi "A Lebre e a Tartaruga". Até hoje, as fábulas de La Fontaine são ensinadas nas escolas, com o intuito de transmitir às crianças noções básicas de moral, ética e bons costumes. Ele se inspirava em Esopo, que começou a noção de fábulas na Grécia Antiga.


Maurício de Sousa

Uma das memórias mais legais que tenho da minha infância foi quando minha mãe me levou na inauguração do Parque da Mônica, ficamos horas e horas na fila e peguei um autógrafo do Maurício de Sousa. Ele me perguntou qual era minha personagem preferida, respondi que era a Magali, ele fez rapidamente um desenho dela, autografou ao lado e me deu um curto abraço. * chora emocionada * 
O que acho mais legal sobre ele e a Turma da Mônica são as re-invenções da estória ao longo dos anos, o que os tornou imortais. É impossível pensar na infância sem pensar neles, e isso passa de geração para geração, há mais de 50 anos. Gosto, principalmente, das adaptações que Maurício faz de contos-de-fada conhecidos e de estórias atuais (olhem ali o Cascão de Harry Potter e o Cebolinha de Homem de Ferro, que amor!).


Charles M. Schulz


Já falei sobre Peanuts várias vezes por aqui e, se reclamar, vou falar de novo! (:
Depois de mostrar minha coleção e de fazer uma seleção de tirinhas melancólicas, vou focar mais no autor, Schulz. Ele começou a desenhar inspirado em seu cachorro - um beagle como o Snoopy - e seus pais - um barbeiro e uma dona-de-casa, assim como os pais de Charlie Brown. No início, o Snoopy chamava-se Spike e, em vez de Peanuts, sua HQ chamava-se Li'l Folks. E, assim como Charlie Brown, Schulz experimentou muita rejeição de suas tirinhas, principalmente na adolescência, quando se sentia "meio por fora de tudo".

E você, tem algum autor ou estória infantil que te faz lembrar da infância? Comente! 

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