Top 5 | Cinco fatos sobre a sociedade de Harry Potter

Outro dia, falei sobre distopias e, desde então, tenho pensado sobre a estrutura das sociedades dos livros que li. Com isso, cheguei a ...


Outro dia, falei sobre distopias e, desde então, tenho pensado sobre a estrutura das sociedades dos livros que li. Com isso, cheguei a Harry Potter e algumas breves reflexões.

1. Há divisão de castas e preconceito


Não é só em Admirável Mundo Novo que vemos a distribuição das pessoas em castas, determinadas a partir de seu nascimento. Em Harry Potter também temos isso quando J.K.Rowling distribui as personagens em puros sangue, mestiços, nascidos trouxa, os abortos, os trouxas, e assim por diante. Mesmo nas escolas de Hogwarts, as castas estão presentes na distribuição dos alunos, como tão bem explicou este texto do Matéria Obscura. Se prestarmos atenção, percebemos que cada em cada uma destas castas, as personagens tem limitações e privilégios, que são determinadas pelo lugar a que elas pertencem à sociedade. É fácil visualizar as castas quando pensamos na família Malfoy versus a família Weasley, por exemplo.

2. O governo controla tudo


Inclusive quem são os governantes. No mundo de Harry Potter, não há eleições, percebeu? O Primeiro-Ministro é determinado sabe-se Deus por quem, mas com certeza não é eleito pelos bruxos. E, se fosse, será que todas as castas teriam direito à votação? Difícil dizer. O controle do Governo é presente de tal forma que chega a interferir na maneria como Dumbledore dirige Hogwarts, querendo determinar o que deve e o que não deve ser dito. É opressivo e quase ditaduresco. E reparem que grande parte dos empregos e carreiras possíveis de Harry Potter são, obviamente, públicos. Isso sem falar que só existe um jornal tido como oficial, que é escrito pelo governo. 

3. A comunidade bruxa é mantiga ignorante


Acredito que este ponto seja uma consequência do anterior. Para o governo, é interessante que as pessoas sejam mantidas na ignorância. Logo, Hogwarts não ensina Política, Economia, Ciências Sociais ou qualquer coisa do tipo. O foco é na prática da magia e uma ou outra coisa antiga de História que ninguém, além da Hermione, presta atenção. 

4. E as revoltas populares?


A atuação do Ministério da Magia ao longo da estória é notavelmente mesquinha. Quando lhe é interessante, diz que Voldemort não está vivo; mas quando sente que será prejudicado, assume que Voldemort está de volta. Diversos funcionários do alto escalão são sabidamente Comensais da Morte e não sofrem qualquer tipo de retaliação. E o pior disso tudo, na minha opinião, é que ninguém faz nada. Voldemort é morto e pronto, tudo fica bem. Como assim, gente?

5. A economia não gira


Os cargos que possibilitam carreiras melhores são públicos. Mas, caso você discorde do governo (Arthur Weasley, por exemplo), você não ganhará bem como aqueles que concordam. Ou seja, uma vez nascida rica, a família mantém-se assim desde que faça o que o governo quer; e se a família é nascida pobre, bom, azar o dela. Com isso, notem que a economia não gira, pois as funções e carreiras ficam estagnadas. Isso sem falar do controle totalitário do dinheiro: só há um banco, dominado pelo Governo.

Ou seja, analisando por este ângulo, Harry Potter poderia, facilmente, ter sido uma distopia. Acredito que J.K. Rowling tinha consciência das implicações sociais das suas criações e, quem sabe?, não tenha deixado propositalmente críticas ao nosso sistema pela estória. De boba, ela não tem nada.

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