Como sair da zona de conforto?

Está entediado (a)? Achando sua vida uma chatice sem fim? O problema pode ser que você esteja vivendo apenas dentro da sua zona de conf...


Está entediado (a)? Achando sua vida uma chatice sem fim? O problema pode ser que você esteja vivendo apenas dentro da sua zona de conforto, onde tudo é sempre seguro mas, também, sempre igual. E sair da zona de conforto não precisa ser extremista, como sair viajando pelo mundo (embora seja a melhor opção de todas). Você pode começar com pequenos passos!


Anteriormente, dei esta mesma dica no post de "Como superar o bloqueio criativo" e a repito aqui, pois é algo simples e que podemos fazer em qualquer dia. A experiência de algo novo ativa o cérebro, que fica completamente em modo automático quando comemos e fazemos tudo sempre do mesmo jeito. Variar a alimentação é um dos exemplos de mudanças que fará o cérebro acordar da hibernação.


Existem vários estudos em Psicologia que demonstram que pessoas com hobbies ou que estão sempre estudando alguma coisa tem menos chances de ter depressão. Isso acontece porque atividades fora do trabalho diário ou o aprendizado de algum assunto do nosso interesse promovem novas conexões entre os neurônios e, com isso, os hormônios do bem (serotonina, endorfina, etc) são produzidos com mais frequência. Além disso, aprender algo novo faz você ver o mundo de uma nova forma, conhecer novas pessoas e novos pontos-de-vista, ampliando a zona do mundo onde você se sente bem.


Sua timeline do Facebook, provavelmente, está viciada. Claro que iremos curtir páginas e publicações de opiniões e gostos parecidos com os nossos. Com isso, dia a dia, não vemos nada novo. Ler uma revista que você discorda dos pontos-de-vista é bom. Conversar com pessoas que pensem diferente também. Encontrar novos interesses, melhor ainda. A nossa zona de conforto precisa ser ampliada também no que lemos e no que seguimos.


Não estou dizendo que devemos doar moedinhas para todos os mendigos. A sugestão aqui é escolher uma causa que realmente mexa com você - de cachorros abandonados a crianças com deficiência - não importa qual ela seja. Quando saímos do nosso mundo e ajudamos outra pessoa, mergulhamos um pouco no universo dela, aprendemos várias coisas novas e vemos a vida sob outro ângulo. Isso nos engrandece, e muito.


No momento que você ficar offline, você irá procurar outras atividades para preencher o tempo - e eu posso afirmar com uma certa segurança que estas atividades serão mais legais. Andar de bicicleta, procurar uma biblioteca para alugar livros, ir ao parque, sair com os amigos, fazer artesanato, o que seja: fique offline e dê espaço para a sua vida encontrar outras coisas!


Tem dias que eu fico enjoada de andar pelas mesmas ruas para chegar ao trabalho. Com o trânsito e a loucura de São Paulo, não posso inovar tanto quanto eu gostaria, mas eu posso ir pela rua de cima, ou pela rua debaixo, ou virar uma quadra antes ou depois do que estou acostumada. Sempre encontro uma lojinha, um restaurante ou um cachorro fofo que não tinha visto antes. E, com isso, acabo me sentindo mais confortável em mais lugares. 


Não só do armário. Não só da casa. Dos contatos do Facebook (quem realmente agrega sua vida na timeline?), dos grupos do WhatsApp (você precisa mesmo interagir em todos os grupos que participa?), aqueles "amigos" que sugam sua energia mas contribuem pouco na sua vida, atividades do seu emprego que você poderia rediscutir com seu superior imediato, hábitos alimentares ruins, e assim por diante. A limpeza trará um vazio, que você pode preencher com coisas mais bonitas, vai por mim!

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